O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, comentou nesta quinta-feira (9) sobre a polarização política no país e falou de um “jogo de revanche” entre as intenções de voto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em conversa com repórteres, o ex-governador de Goiás falou de uma “candidatura dos rejeitados”, em referência aos índices de rejeição aos nomes do petista e do bolsonarista.
“É uma candidatura de rejeitados. São os mais rejeitados e os que estão aí: ‘Olha, eu não gosto do Lula, eu voto no Flávio. Eu não gosto do Flávio, eu voto no Lula’. Vem cá, esse é jogo de revanche ou é uma eleição para o país?”, declarou.
“É [sobre] quem tá mais no noticiário da Polícia Federal ou quem tem um passado que credencia uma vida de luta, de austeridade, séria, seriedade e princípios, como eu tenho na minha trajetória de vida? Quer dizer, o que significa essa eleição? Será que as pessoas vão continuar nessa tese de que é uma revanche de um contra o outro e não que é o melhor para o país?”, completou.
Na última pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (8), Caiado aparece em terceiro lugar nas intenções de votos no âmbito nacional, com uma variação de 4% a 7% da preferência dos eleitores, conforme diferentes cenários apresentados.
Em outro momento da entrevista, Caiado também mencionou os posicionamentos de Lula e Flávio em relação à nova ameaça de tarifas americanas a produtos brasileiros.
Segundo o político, Flávio busca o adiamento das taxas para depois das eleições, em referência à carta enviada pelo senador ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Já do lado do presidente Lula, Caiado afirmou que o mandatário tenta provocar o presidente americano Donald Trump para “resgatar a discussão da soberania”. Para o ex-governador, ambos defenderiam apenas “um processo eleitoral próprio“.
“Nós estamos num Brasil aonde um candidato a presidente se preocupa em adiar simplesmente pelo processo eleitoral? E o outro que está no governo, simplesmente a provocar o Trump, porque acha que com isso ele vai resgatar a discussão da soberania. Então, veja bem, dois candidatos que não enxergam o Brasil e não defendem o Brasil, defendem um processo eleitoral próprio. O Brasil fica em segundo plano”, completou.
Chapa no Rio de Janeiro
Ainda na conversa com os repórteres, o político também comentou sobre o apoio do pré-candidato da sigla ao governo, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), na chapa presidencial.
Paes, que é aliado do presidente Lula, poderia não apoiar o ex-governador e o próprio presidente do partido, Gilberto Kassab, que foi anunciado como vice de Caiado, em detrimento ao petista. Apesar da possibilidade, o pré-candidato afirmou respeitar “as circunstâncias de cada estado”.
“Nós teremos aqui uma campanha, que foi muito bem colocada pelo presidente do partido [Kassab]. Aqui você vai ter o Eduardo [Paes], candidato a governador do estado do Rio de Janeiro, e também o Caiado, candidato a presidente pelo PSD. Se há outro comitê que ele venha a ter, isto aí nós respeitamos as circunstâncias de cada estado”, disse.
O mesmo cenário pode se repetir em outros estados, como em São Paulo, com o apoiado do PSD, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que fará palanque com Flávio Bolsonaro.
Já em Minas Gerais, o governador Mateus Simões (PSD) apoiará Romeu Zema (Novo), de quem foi vice nas eleições de 2022.
Na Bahia, o senador Otto Alencar, presidente estadual da sigla, manifestou apoio do diretório baiano do PSD a Lula.
“O PSD da Bahia vai marchar, independente de chapa nacional lançada com o candidato e o presidente do meu partido, com Luiz Inácio Lula da Silva”, disse durante a inauguração de um hospital na cidade de Alagoinhas, no agreste baiano, ao lado do presidente.
*Sob supervisão de Lucas Schroeder
Fonte: CNN








