O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) foi seco e brutal na descrição da leitura da carta de Jair Bolsonaro (foto) por seu filho Flávio em uma live: “Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo pra dizer que tá pronto pra ser presidente. É isso…”.
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD elaborou melhor o comentário depois: “Isso é uma eleição para a Presidência da República. E cada um tem que mostrar a sua capacidade. Eu não posso ficar naquele momento e falar: ‘Olha, eu vou recorrer ao meu pai’. Qual é o pai que nega um filho e uma carta? Nenhum. Agora, isso é um sinal de extrema fragilidade na campanha“.
Essa é a segunda carta de Bolsonaro para indicar o senador à Presidência. Flávio só deve concorrer ao Palácio do Planalto porque o ex-presidente está preso, por tentativa de golpe de Estado.
Filho
O principal ativo eleitoral do pré-candidato do PL é ser filho de Bolsonaro.
Flávio ainda terá tempo para se apresentar pessoalmente ao eleitor, porque a campanha nem sequer começou formalmente ainda. Mas o caminho da pré-campanha já deixou sequelas, principalmente pela revelação da relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pelo patrocínio ao filme Dark Horse.
O senador também saiu chamuscado do atrito com a madrasta, Michelle Bolsonaro. Até agora, as intenções de voto que posicionam Flávio logo atrás de Lula nas pesquisas de intenção de voto parecem todas herdadas do pai, que também legou uma alta rejeição ao primogênito.
Bem atrás nas pesquisas, Caiado intensificou nos últimos dias as críticas ao seu principal adversário à direita, e disse, entre outras coisas, que “Lula está cuidando do Flávio igual um peru de Natal”.
Quer dizer, o petista cultiva o adversário que lhe parece mais frágil.
Contra-ataque
A tropa de choque do senador já saiu em sua defesa, atacando o ex-governador por ter, por exemplo, frequentado uma festa na casa do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pela gestão da pandemia em Goiás, pela baixa intenção de voto e também pelos 76 anos de idade.
Mas nenhuma dessas críticas mascara o fato de que, pelo andar da carruagem, Flávio parece destinado a perder a eleição presidencial para Lula no segundo turno.
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Fonte: O Antagonista









