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Donos de carros antigos precisarão verificar um adesivo no para-brisa antes de entrar em determinadas cidades


O adesivo Crit’Air identifica o nível de poluentes dos veículos e pode determinar se um carro antigo entra legalmente em áreas urbanas da França. A exigência não vale no país inteiro: horários, classes aceitas e exceções dependem das regras de cada zona de baixa emissão.

Qual é o adesivo que precisa ser verificado?

É a vinheta Crit’Air, certificado circular colado na parte interna inferior direita do para-brisa, visível externamente. Ela classifica automóveis conforme combustível, norma Euro e primeiro registro.

O Ministério da Transição Ecológica da França estabelece seis classes: E, para veículos de emissão zero no motor, e números de 1 a 5. Quanto maior o número, maior o nível de poluentes considerado.

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Em quais cidades francesas o Crit’Air é obrigatório?

O Crit’Air é obrigatório nas zonas de baixa emissão, chamadas ZFE-m, e durante restrições temporárias por poluição. Paris e sua região metropolitana, Lyon, Grenoble, Rouen e outras aglomerações possuem áreas desse tipo.

Não existe proibição nacional idêntica para todas as cidades. Cada autoridade local define perímetro, horários, categorias atingidas e dispensas; assim, um carro aceito em uma ZFE pode estar impedido em outra.

Como a idade do carro define a classificação Crit’Air?

A idade isolada não define o selo, embora sirva de referência quando a norma Euro não está disponível. Motor e combustível podem colocar carros do mesmo ano em classes diferentes.

Nos automóveis de passeio, modelos anteriores a 1997 geralmente são não classificados e não recebem vinheta. Entre os veículos elegíveis, carros a gasolina costumam obter categoria mais favorável que diesels da mesma época.

Os principais marcos para automóveis de passeio são estes:


Motorização
Primeiro registro
Classe

Elétrico ou hidrogênio

Qualquer data

Crit’Air E

Gasolina

De 1997 a 2005

Crit’Air 3

Diesel

De 1997 a 2000

Crit’Air 5

Gasolina ou diesel

Antes de 1997

Não classificadoSem direito à vinheta

Por que carros antigos podem ser barrados mesmo sem adesivo disponível?

Os veículos mais poluentes não recebem uma classe Crit’Air. A ausência do adesivo, nesse caso, não é uma autorização: ela indica que o automóvel pode ficar fora das ZFE quando a regulamentação local restringe modelos não classificados.

Carro antigo não significa automaticamente veículo de coleção. Uma dispensa pode exigir registro específico e autorização local, pois o tratamento dos automóveis colecionáveis não é uniforme entre as zonas francesas.

O que o motorista deve verificar antes de entrar em uma ZFE?

O motorista deve consultar a regra da cidade e confirmar se a classe do veículo pode circular naquele horário. A sinalização delimita a zona, mas a consulta deve ocorrer antes da viagem.

Segundo o serviço público francês, a vinheta custa € 3,85 com envio dentro da França, não precisa de renovação enquanto estiver legível e também pode ser solicitada para veículos registrados no exterior.

Antes de seguir viagem, o proprietário precisa:

  • Identificar a classe no simulador oficial do Crit’Air.
  • Consultar o perímetro, os horários e as restrições da ZFE.
  • Solicitar a vinheta somente no portal oficial francês.
  • Confirmar eventuais dispensas para veículo de coleção ou pessoa com deficiência.

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Qual é a consequência de circular sem o adesivo permitido?

Entrar em uma ZFE sem vinheta, ou com uma classe proibida pela regra local, costuma gerar multa fixa de € 68 para veículos leves. O valor pode chegar a € 450, além de haver possibilidade de imobilização e remoção.

Para brasileiros viajando pela França, a medida não altera regras de trânsito no Brasil. Ela afeta veículos alugados, próprios ou registrados no exterior quando circulam nas áreas abrangidas, tornando necessária a consulta do itinerário.





Fonte: O Antagonista

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