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A lei na Espanha que decreta pensão e visitação para cães e gatos após o divórcio


A guarda compartilhada de pets virou realidade oficial em solo europeu e mudou completamente o destino dos bichinhos quando um casal decide se separar. Uma reforma recente no Código Civil espanhol acabou com aquela velha história de tratar os animais como simples objetos na hora da divisão dos bens da casa.

Como funciona a nova regra para os animais na separação?

Os juízes da Espanha agora tratam cães e gatos sob uma ótica totalmente humanizada e focada no bem-estar do bicho. Os animais de estimação deixaram de ser considerados coisas ou propriedades no papel e ganharam o status de seres sencientes, ou seja, que possuem sentimentos e capacidade de sofrer.

Na hora do divórcio, o magistrado analisa quem tem as melhores condições estruturais e financeiras para dar uma vida digna ao peludo. O tribunal define o teto principal de moradia, os dias exatos de convivência de cada tutor e estabelece quem vai arcar com os custos de manutenção da rotina do animal.

Direito à guarda compartilhada e pensão para animais de estimação na Espanha após o divórcio.
Direito à guarda compartilhada e pensão para animais de estimação na Espanha após o divórcio.

Sim, a legislação espanhola prevê uma espécie de auxílio financeiro obrigatório para ajudar nas despesas básicas cotidianas do bicho de estimação. O ex-parceiro que não detém a moradia principal do companheiro de quatro patas é obrigado a transferir valores mensais para equilibrar o orçamento da criação.

Essa ajuda financeira é calculada com base na realidade financeira de cada tutor e nas necessidades reais do animalzinho de casa. Separamos as principais despesas que entram obrigatoriamente na ponta do lápis dos juízes europeus para definir essa taxa do divórcio.

Dá uma olhada nos gastos que fazem parte desse cálculo de pensão do animal:

  • Alimentação diária contendo rações específicas ou dietas recomendadas pelo especialista;
  • Consultas de rotina ao veterinário, vacinas anuais obrigatórias e exames preventivos;
  • Remédios contínuos ou tratamentos de saúde para bichos idosos ou com doenças crônicas.

Quais critérios o juiz usa para decidir o destino do pet?

A prioridade absoluta do tribunal espanhol é garantir que o estilo de vida do cão ou gato sofra o menor impacto possível com o fim do relacionamento. O juiz vai avaliar o histórico de cuidados, quem passava mais tempo livre com o bicho e o nível de afeto demonstrado nas dinâmicas da família.

A justiça pode inclusive negar o direito de visitação ou a custódia compartilhada se houver qualquer indício ou histórico de maus-tratos por parte de um dos cônjuges. O interesse econômico dos donos fica em segundo plano, valendo sempre o que for melhor para a saúde mental e física do peludo.

Como fica a divisão de tempo entre os antigos donos?

O regime de visitas funciona de forma bem parecida com a dinâmica aplicada na criação de filhos menores de idade no ambiente familiar. O tutor que se mudar da residência oficial ganha períodos fixos na agenda, como finais de semana alternados ou metade das férias anuais, para passar com o animal de estimação.

Montamos um resumo prático mostrando como os dois lados dividem as obrigações e os direitos após a assinatura do documento de divórcio.

Veja abaixo as diferenças básicas de rotina criadas pela nova determinação jurídica:

Modelo de guarda O que muda na rotina prática

Guarda alternada

Dividida
O cão ou gato passa períodos iguais de tempo na casa de cada um dos tutores.

Guarda unilateral

Lar fixo
O pet mora fixo com um tutor e o outro tem horários regulamentados de visita.

O que acontece se uma das partes descumprir o acordo?

Ignorar as datas de visita ou deixar de pagar os boletos da ração e do veterinário traz consequências jurídicas sérias na justiça da Espanha. O descumprimento do veredito oficial pode fazer o tutor perder o direito de conviver com o animal permanentemente através de uma revisão do processo.

A cobrança dos valores atrasados segue ritos rígidos de execução de dívida no tribunal e pode complicar a vida financeira de quem sumir dos compromissos. Por lá, manter a palavra e cuidar do bem-estar do antigo companheiro de quatro patas virou uma obrigação legal séria que ninguém quer arriscar quebrar.





Fonte: O Antagonista

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