O tradicional passeio de trem em Morretes leva você direto para o passado em uma viagem de três horas pela maior área preservada de Mata Atlântica do país. A linha de ferro corta montanhas e abismos desde o século 19, deixando qualquer pessoa impressionada com a engenharia da época e com a calmaria do destino.
Como funciona o trajeto nos vagões saindo de Curitiba?
A viagem começa na capital paranaense e desce a serra devagarzinho pelas curvas da estrada de ferro antiga. São mais de 70 quilômetros de trilhos, passando por dezenas de pontes de ferro e túneis escavados nas rochas que rendem fotos lindas. O visual das montanhas lá fora e o barulho das rodas no trilho dão um clima de nostalgia muito gostoso.
Os guias contam as histórias dos operários e explicam sobre a fauna local durante a descida. Quando o vagão chega na estação final, o clima esquenta e o aroma da comida típica toma conta das ruas de paralelepípedo.

O que fazer no centro histórico depois do desembarque?
O vilarejo parece que parou no tempo, com casarões coloniais coloridos e muito bem preservados na beira do rio. Dá para fazer tudo caminhando com tranquilidade, parando nas lojinhas de artesanato para comprar cachaça artesanal de banana ou produtos de bala de gergelim. O movimento costuma se concentrar perto do meio-dia por causa do almoço tradicional.
Esta pequena lista mostra as paradas obrigatórias que combinam muito bem com o seu dia no destino:
- Rua das Flores: o calçadão charmoso com os principais restaurantes e comércios.
- Igreja de Nossa Senhora do Porto: um mirante bonito para tirar fotos da cidade.
- Feirinha de artesanato: cheia de doces caseiros, farinhas locais e lembrancinhas.
Qual o prato típico indispensável no passeio de trem em morretes?
Você não pode ir embora sem experimentar o barreado, um cozido de carne bovina feito em panela de barro que passa mais de 12 horas no fogo. O prato fica tão macio que desfia totalmente, sendo misturado na hora com farinha de mandioca e servido com banana-da-terra. A mistura vira uma espécie de pirão bem consistente e saboroso.
Quase todos os restaurantes oferecem o prato no sistema de rodízio, trazendo também acompanhamentos como peixe frito e frutos do mar frescos. Comer na beira do Rio Nhundiaquara torna a refeição ainda mais relaxante.
Quanto custa a brincadeira para planejar o bolso em 2026?
Os valores mudam bastante de acordo com a classe do vagão que você escolher para a sua descida. As passagens vão desde a categoria econômica até opções de luxo com janelas enormes, poltronas estofadas eOpen bar de cerveja artesanal paranaense. Vale colocar na ponta do lápis os gastos extras com alimentação para não passar aperto.
Preparamos um comparativo simples dos preços médios praticados pelas agências para ajudar na sua programação financeira:
| Serviço ou Atração | Preço Médio Estimado | Estilo da Experiência |
|---|---|---|
| Bilhete de classe turística | R$ 170 | Janelas simples e lanche básico |
| Almoço completo de barreado | R$ 95 | Rodízio tradicional no centro |
Qual a melhor época para garantir uma viagem sem neblina?
Os meses de outono e inverno costumam ser os mais secos na região, garantindo aquele céu azul limpo para admirar o Pico do Marumbi. No verão o calor aperta bastante, mas as chuvas de fim de tarde são frequentes e podem trazer aquela névoa densa que esconde a paisagem da serra. O ideal é comprar o bilhete com pelo menos duas semanas de antecedência, pois as vagas esgotam rápido.
Se você puder fazer o trajeto no meio da semana, vai encontrar os vagões mais vazios e o comércio da cidade bem mais calmo para passear. É a chance perfeita para curtir a calmaria sem pressa antes de pegar a van ou o ônibus de volta para Curitiba.
Fonte: O Antagonista









