O caso envolvendo uma motorista por aplicativo e uma passageira em Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, 21. Em entrevista ao Portal Fan F1, a motorista Bruna Gamba negou ter cometido furto e afirmou que seguiu os procedimentos da plataforma para devolver os objetos deixados no veículo.
“Nunca fiquei com os pertences de ninguém. Os objetos seriam devolvidos seguindo os protocolos da plataforma”, afirmou a motorista.
Segundo Bruna, os objetos foram encontrados no porta-malas na manhã seguinte à corrida. Ela contou que comunicou a situação à plataforma e aguardou o contato da passageira.
A viagem aconteceu na noite de 3 de julho, com origem no bairro Guajará e destino ao Parque dos Faróis, em Nossa Senhora do Socorro. Segundo a motorista, antes de aceitar a corrida, recebeu uma mensagem da passageira pedindo para que não cancelasse.
“Recebi uma mensagem pedindo, pelo amor de Deus, para eu não cancelar porque já fazia muito tempo que ela estava aguardando algum motorista aceitar”, relatou.
Durante o embarque, Bruna disse que a passageira estava acompanhada de três crianças e que um bebê de aproximadamente dois meses acabou vomitando no banco traseiro do carro.
“Quando ela pegou o bebê, nós duas constatamos que ele tinha vomitado no assento do carro”, contou.
Após o ocorrido, a motorista informou que cobraria uma taxa de limpeza de R$ 30. Segundo ela, o valor era apenas uma ajuda para a limpeza do veículo.
“Uma higienização custa mais de R$ 200, sem contar a diária perdida. Eu cobrei apenas R$ 30 para ajudar na limpeza”, explicou.
De acordo com Bruna, a passageira teria concordado inicialmente com a cobrança, mas o pagamento não aconteceu ao final da viagem.
No dia seguinte, ao preparar o carro para a higienização, a motorista afirmou ter encontrado diversos pertences no porta-malas, incluindo documentos, roupas, fraldas, leite infantil, mamadeira, chupeta, chinelos das crianças e um fogão elétrico portátil.
“Assim que percebi os objetos, enviei mensagem para a Uber informando que havia encontrado pertences no carro”, disse.
Bruna também afirmou que tentou ajudar a família da passageira antes da repercussão do caso. Segundo ela, após ouvir relatos de dificuldades financeiras durante a corrida, buscou apoio para conseguir uma cesta básica.
“Ela disse que estava indo para a casa do namorado porque não tinha comida em casa. Eu liguei para uma amiga que conhece pessoas da assistência social para tentar conseguir uma cesta básica e entregar junto com os pertences”, relatou.
A situação ganhou repercussão após vídeos publicados pela passageira nas redes sociais. Bruna afirmou que passou a receber ataques e ameaças.
“Começaram a me chamar de ladra, vagabunda, safada e a dizer que eu devolveria os objetos de outra forma”, declarou.
A motorista registrou um boletim de ocorrência relatando as ameaças e a exposição de seus dados pessoais nas redes sociais.
“Hoje eu não pude trabalhar. Não tenho nem mais como me manter”, afirmou.
A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela 7ª Delegacia Metropolitana. Segundo a corporação, a ocorrência envolve uma divergência entre motorista e passageira após uma corrida, incluindo a cobrança de uma taxa de limpeza e o posterior esquecimento de pertences no veículo.
Até o momento, não há conclusão da investigação nem decisão judicial sobre o caso.
O Portal Fan F1 procurou a passageira Tatiane Prado antes da publicação da reportagem, mas não recebeu retorno. O espaço permanece aberto para manifestação da passageira ou de sua defesa.
Fonte: Fan F1









