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Mãe de suspeitos denunciou à polícia sequestro de empresário na Grande SP


As investigações da Polícia Civil apontam que o depoimento da mãe de dois suspeitos pelo sequestro do empresário Marcelo Magalhães de Almeira, de 31 anos, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, foi “relevante” para o esclarecimento do caso.

Segundo o documento das investigações, obtido pela CNN Brasil, a mãe de Lucas Soares de Lima e de Paulo Sérgio Soares Almeida procurou a polícia espontaneamente e relatou que um dos filhos foi até a casa dela no último dia 17, data em que o desaparecimento de Marcelo foi registrado.

Na ocasião, o rapaz chorou e afirmou para a mãe que o irmão [Lucas] teria arrumado um “problemão” e queria “arrastar todo mundo”.

Momentos depois, Lucas chegou na casa da mãe acompanhado da namorada. Segundo o depoimento, ao ser questionado sobre o comportamento alterado e agressivo que apresentava, o suspeito chegou a ameaçar matar os familiares.

Durante as ameaças, Lucas ainda afirmou que se a mãe tivesse emprestado R$ 700 a ele [que teriam sido pedidos uma semana antes da visita], a mulher “não teria que gastar com caixão e nada disso teria acontecido”.

Ainda sem entender o que havia acontecido, a mãe de Paulo e Lucas procurou uma de suas noras, que explicou que a dupla e um terceiro homem teriam “roubado e matado uma pessoa poderosa”.

Além disso, a mulher ainda afirmou que o caso já estava com ampla repercussão televisiva. Assim, ao tomar conhecimento do caso, a mãe da dupla teria procurado a polícia para relatar o caso.

Vídeos em cativeiro

A Polícia Civil teve acesso a imagens que mostram o empresário amordaçado no interior de um cativeiro.

Os vídeos obtidos pela CNN Brasil também registram a saída da vítima do local do sequestro, levada em seu próprio carro sob o controle dos criminosos. Veja:

Os vídeos obtidos pela CNN Brasil também registram a saída da vítima do local do sequestro, levada em seu próprio carro sob o controle dos criminosos.

As imagens mostram os homens ostentando celulares, carros de luxo e garrafas de bebida. Em um dos trechos, é possível ver a vítima amarrada sobre a cama.

Sob grave ameaça e mantido refém por cerca de duas horas, Marcelo foi forçado a desbloquear seu aparelho celular e fornecer senhas para os bandidos. Os criminosos realizaram transferências bancárias via Pix que totalizaram cerca de R$ 8 mil, distribuídos para contas diferentes.

A polícia apurou que Marcelo ajudava Lucas financeiramente há algum tempo, mas estava saturado da situação e pretendia interromper os repasses. O suspeito, temendo que o comerciante procurasse a polícia para denunciar a extorsão contínua, decidiu planejar sua morte.

Para a Polícia Civil, o roubo do dinheiro no cativeiro foi apenas “circunstancial”, pois a decisão e o plano de executar o homicídio já estavam traçados desde o início.

Relembre o caso

Marcelo, desaparecido desde a última quinta-feira (16), foi atraído para uma emboscada por um amigo e possivelmente morto após extorsão.

De acordo com as investigações, o crime foi premeditado e motivado por um desentendimento financeiro. Marcelo costumava ajudar financeiramente o homem que organizou a emboscada, mas teria decidido parar com os repasses, o que teria motivado a decisão de matá-lo.

Câmeras de segurança do condomínio onde Marcelo morava sozinho o registraram saindo com seu veículo por volta das 20h30 de quinta-feira.

Às 21h, ele foi visto em um bar na Estrada da Fazendinha acompanhado por um conhecido apelidado de “Fumaça“, que, posteriormente, apresentou à polícia diversas versões contraditórias sobre o sumiço do comerciante.

Testemunhas relataram que um homem desconhecido, alto, magro, vestindo blusa preta, capuz azul e calça jeans clara, abandonou o automóvel no local e saiu correndo.

O carro de Marcelo, que é blindado e foi encontrado com diversas marcas de calçados no capô e no para-brisa, foi abandonado às 22h50 na Rua das Andorinhas.

Três suspeitos presos

A Polícia Civil já identificou quatro homens com envolvimento direto no crime, sendo que três deles, incluindo Lucas e seu irmão, já foram presos temporariamente. Um quarto suspeito segue foragido, mas é procurado pelas autoridades.

A perícia localizou vestígios de sangue tanto no imóvel utilizado como cativeiro quanto no automóvel da vítima.

O caso foi registrado como homicídio qualificado e as buscas pelo corpo do empresário continuam, agora de forma “sob demanda”, com as equipes focadas no córrego de correnteza apontado pelos suspeitos.





Fonte: Em Sergipe

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