Uma falsa cobrança de pedágio enviada por WhatsApp pode parecer verdadeira ao exibir a placa correta do veículo. No golpe do Free Flow, esse dado é usado para criar confiança e induzir o motorista a pagar um boleto ou Pix destinado aos criminosos.
Como o golpe do Free Flow usa a placa correta?
A presença da placa faz a mensagem parecer personalizada, mas não comprova que a cobrança seja legítima. Criminosos podem obter dados de veículos em cadastros expostos, anúncios de venda, fotografias publicadas na internet ou bancos de informações comercializados ilegalmente.
Depois de identificar o veículo, os golpistas enviam uma cobrança com aparência profissional, valor relativamente baixo e aviso de urgência. A mensagem pode afirmar que existe uma tarifa vencida, risco de multa ou prazo curto para regularização.
A cobrança pode chegar pelo WhatsApp ou SMS?
Nem a ANTT nem as concessionárias responsáveis pelas rodovias federais enviam cobranças de pedágio Free Flow por WhatsApp, SMS, e-mail ou anúncios na internet. Portanto, qualquer mensagem com pedido de pagamento deve ser tratada como suspeita.
O cuidado precisa ser ainda maior quando o conteúdo apresenta algumas destas características:
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01
Pedido de pagamento imediato por Pix
Desconfie de mensagens que enviam uma chave ou um código Pix e exigem a quitação da suposta dívida sem permitir a conferência em um canal oficial.
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02
Ameaça de multa ou bloqueio do veículo
Golpistas costumam criar consequências urgentes e assustadoras para pressionar o motorista a pagar antes de verificar a procedência da cobrança.
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03
Desconto elevado para pagamento no mesmo dia
Ofertas vantajosas condicionadas a um prazo muito curto são usadas para reduzir o tempo disponível para pesquisa e estimular decisões impulsivas.
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04
Endereço eletrônico suspeito ou escrito com erros
Antes de abrir um link, confira o domínio completo. Letras trocadas, palavras estranhas e extensões incomuns podem indicar uma página criada para roubar informações.
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05
Solicitação de CPF, senha ou dados bancários
Não informe credenciais, códigos de autenticação ou dados financeiros por mensagens, links recebidos ou páginas cuja origem não tenha sido confirmada.
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06
Contato feito por número desconhecido
Uma abordagem inesperada por WhatsApp ou outro aplicativo não comprova que a cobrança seja legítima, mesmo quando o remetente utiliza logotipo e linguagem institucional.
A placa correta, o nome de uma concessionária e até a fotografia de um pórtico podem ser copiados para aumentar a credibilidade. Nenhum desses elementos deve substituir a consulta realizada pelo próprio motorista.
O pagamento deve ser feito somente pelos canais oficiais da concessionária que administra a rodovia. O motorista pode digitar o endereço diretamente no navegador, abrir o aplicativo oficial ou utilizar um terminal de autoatendimento disponibilizado pela empresa.
Antes de concluir a operação, é importante conferir:
- o nome da concessionária responsável pelo trecho;
- a placa apresentada na consulta;
- a data e o horário da passagem;
- a localização do pórtico;
- o valor da tarifa registrada;
- o nome do recebedor antes de confirmar o Pix.
Quem utiliza uma tag ativa deve verificar se a passagem já foi processada pela operadora. Fazer um segundo pagamento sem conferir o extrato pode gerar cobrança duplicada, mesmo quando não existe tentativa de fraude.
Quais sinais revelam uma cobrança falsa?
Mensagens fraudulentas costumam pressionar o motorista para que ele pague antes de analisar os dados. Erros de português, logotipos distorcidos, números de telefone comuns e nomes de recebedores sem relação com a concessionária são sinais importantes.
Também é suspeita a cobrança que não informa claramente a rodovia, o pórtico e a data da passagem. O verdadeiro sistema Free Flow registra o veículo por meio de tag ou leitura automática da placa, permitindo que o usuário consulte os detalhes pelos canais autorizados.
Não toque em botões recebidos na mensagem e não responda ao remetente. Feche a conversa, procure a concessionária por conta própria e compare as informações antes de fornecer qualquer dado.

O que fazer depois de pagar uma cobrança falsa?
Ao perceber o golpe, entre imediatamente em contato com o banco e solicite a contestação da transferência. Em pagamentos via Pix, peça a abertura do Mecanismo Especial de Devolução, que pode permitir o bloqueio de valores ainda disponíveis na conta recebedora.
Guarde capturas da conversa, número do telefone, comprovante, chave Pix e identificação do beneficiário. Em seguida, registre um boletim de ocorrência e comunique a tentativa de fraude à concessionária citada pelos criminosos.
Também é necessário consultar a placa no ambiente oficial para verificar se existe uma tarifa verdadeira pendente. O golpe do Free Flow explora a pressa e a confiança gerada por dados corretos, mas a melhor proteção continua sendo ignorar cobranças recebidas por mensagens e realizar qualquer pagamento somente nos canais autorizados.
Fonte: O Antagonista









