
A VLI, que opera ferrovias, portos e terminais, encerrou o primeiro semestre de 2026 com o maior volume de grãos e farelos já movimentado em sua história: 12,4 milhões de toneladas. Avanço de 7,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025, um ano que também foi de percentuais crescentes para a empresa.
O desempenho foi impulsionado principalmente pela movimentação de cargas no segundo trimestre. Entre abril e junho, a companhia transportou 7,9 milhões de toneladas de grãos e farelos. O melhor volume da história da companhia para o período, sendo 8% superior na comparação com o mesmo trimestre de 2025.
Produtos do agronegócio (grãos, farelos, açúcar e fertilizantes) corresponderam por 65% do faturamento líquido da VLI em 2025. De acordo com a Carolina Hernandez, diretora comercial, de projetos e planejamento estratégico representa “peso crescente do agronegócio na operação da empresa nos últimos anos.
O desempenho foi puxado pelos três corredores logísticos, de maior movimentação da empresa e em regiões estratégicas para o agro:
Corredor Norte (que liga regiões produtoras do Matopiba e do Centro-Oeste ao Terminal Portuário de São Luís, no Maranhão);
Corredor Leste (que atende polos produtivos de Minas Gerais e do Espírito Santo) com acesso aos terminais portuários capixabas;
Corredor Sudeste (que integra áreas produtoras do Centro-Oeste ao Porto de Santos).
O resultado dá sequência ao ciclo de recordes registrado pela companhia desde 2025
Os números do primeiro semestre mantem o desempenho positivo iniciado em 2025.
Pelas ferrovias foram escoadas 23 milhões de toneladas, alta de 16% em relação a 2024.
E pelos portos, operados pela VLI, o aumento foi de 14% com 15,4 milhões de toneladas embarcadas.
Desempenho que consolidou 2025 como o melhor da história da empresa, contribuindo com a receita líquida de R$ 9,95 bilhões, Ebitda de R$ 5,26 bilhões e lucro líquido de R$ 1,40 bilhão, alta de 5,3% sobre 2024.
Hernadez acredita que o bom desempenho deve se manter no segundo semestre: “as adaptações feitas para aumentar a movimentação de novos produtos, como é o caso dos farelos, indica que poderemos ter um segundo semestre positivo”. A executiva se refere a nova rota de transporte de farelo de soja, por ferrovia, até o Porto do Itaqui, no Maranhão. Os embarques que ocorriam de maneira esporádica passarão a ser constantes, durante todo o ano.
Investimentos no setor de fertilizantes
No início de julho a VLI anunciou a chegada da ETG Fertilizantes ao Brasil. A parceria prevê a instalação da primeira unidade industrial da gigante global no complexo empresarial que a companhia de logística mantém em Palmeirante (TO), um entroncamento estratégico da Ferrovia Norte-Sul.
A planta terá capacidade para produzir até 200 mil toneladas de fertilizantes por ano e armazenar 45 mil toneladas. O investimento estimado é de R$ 26 milhões.
A ETG se junta à Mosaic, que já opera no mesmo hub desde o ano passado, consolidando a estratégia da VLI de transformar o entorno de seu complexo ferroviário em polo de atração para indústrias do agronegócio.
Fonte: Em Sergipe







