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Michelle se afasta de sobrenome e despersonifica espólio de Bolsonaro, analisa antropóloga


Mesmo aparecendo em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para o Senado no Distrito Federal e após ter o nome especulado como possível vice do governador Romeu Zema em uma chapa presidencial, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro diz que ainda não definiu se será candidata nas eleições de 2026. E ela mesma negou a hipótese de que concorreria à vice-presidência.

Jacqueline Teixeira é professora, antropóloga e analisa o papel das mulheres conservadoras na política

Independentemente da decisão sobre sua candidatura, as especulações a respeito de seu futuro político estimularam o debate sobre a forma como a própria direita reage ao protagonismo feminino. Em entrevista ao Pauta Pública desta semana, a professora e antropóloga Jacqueline Teixeira analisa o papel cada vez mais relevante das mulheres conservadoras na política.

Na conversa com Andrea Dip, Teixeira analisa as pautas em torno das quais essas mulheres têm se mobilizado e mostra por que compreender esse fenômeno é fundamental para entender a direita brasileira. Para a professora, as conservadoras acabam empurradas a “esticar o elástico” do que é considerado “direita” para conquistar legitimidade.

A antropóloga destaca que figuras como a de Michelle Bolsonaro não são homogeneamente aceitas no campo evangélico e demonstram compreender essa realidade, buscando determinadas configurações políticas que são de interesse comum com o centro, e até com a esquerda, contando principalmente com o apoio de outras mulheres.

“É importante a gente pensar isso, porque a gente acha que as mulheres de direita acreditam que os homens votam nelas, mas elas sabem que não.”

Leia os principais pontos da entrevista e ouça o podcast completo abaixo.

EP 226 Michelle Bolsonaro e o voto das mulheres conservadoras – com Jacqueline Teixeira

Antropóloga Jacqueline Teixeira analisa a atuação das mulheres conservadoras na política