O número de mortes confirmadas em decorrência do terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o Japão nesta terça-feira (28) chegou a 13, afirmou a primeira-ministra Sanae Takaichi durante uma declaração à imprensa, segundo a emissora pública japonesa, NHK.
A informação foi confirmada pela afiliada da CNN no Japão, TV Asahi.
Takaichi também afirmou que equipes de resgate buscam freneticamente por sobreviventes presos sob os escombros na região de Kumamoto, sul do país.
“Mesmo agora, há pessoas esperando para serem resgatadas, e esta é uma corrida contra o tempo. Mobilizaremos todos os recursos disponíveis no local para salvar e resgatar o maior número possível de pessoas”, disse Takaichi a repórteres em seu escritório em Tóquio, um dia após o terremoto, elevando o número de vítimas em relação às mortes relatadas anteriormente.
O terremoto interrompeu o fornecimento de energia para milhares de residências e danificou estradas em toda a região.
Equipes de resgate retiraram oito pessoas dos escombros de um shopping center parcialmente desabado na manhã de quarta-feira. Duas mulheres na casa dos 20 anos morreram quando uma aparente explosão de origem desconhecida destruiu parte do shopping, cerca de uma hora após o terremoto.
As autoridades estão investigando uma possível explosão de gás, informou a mídia local.
Equipes de resgate do corpo de bombeiros, policiais e militares concentravam-se nas áreas do prédio de onde haviam sido recebidos pedidos de socorro.
A extensão total do desastre ainda não estava clara.
Cerca de 20 a 30 funcionários do shopping estavam desaparecidos na terça-feira, informou a emissora pública NHK. Sete pessoas também estão desaparecidas após o desabamento de uma chaminé em uma fábrica da Nippon Paper Industries, enquanto outras quatro ficaram gravemente feridas, disse uma autoridade do governo local. Hospitais relataram estar atendendo dezenas de pacientes.
Em toda a província, que também sofreu um terremoto fatal há uma década, cerca de 260 mil pessoas foram orientadas a se dirigir a centros de acolhimento, informaram as autoridades.
O epicentro do terremoto foi a cerca de 20 quilômetros ao sul da cidade de Kumamoto, a maior cidade da região central de Kyushu, com uma população de cerca de 700 mil habitantes.
As autoridades alertaram os moradores das áreas que sentiram os tremores mais fortes para que fiquem atentos a novos terremotos intensos durante cerca de uma semana, bem como ao risco de deslizamentos de terra.
Com mais de 36 mil residências ainda sem energia elétrica, as autoridades estão preocupadas com o risco de insolação, já que as temperaturas sobem para cerca de 34 graus Celsius nesta quarta-feira.
Hospitais sobrecarregados
Um hospital na cidade de Uki, próxima ao epicentro, informou que uma queda de energia causada pelo terremoto o deixou incapaz de funcionar.
“Transformou-se em uma espécie de hospital de campanha”, disse o chefe do departamento administrativo à NHK.
Outro hospital da cidade comunicou a suspensão de novas admissões, pois não conseguia mais atender a casos de emergência adicionais após ter recebido 86 feridos — incluindo três em estado grave — logo após o tremor.
Vários passageiros a bordo de trens de alta velocidade no momento do terremoto também ficaram feridos, segundo as operadoras.
No entanto, o incidente mais impressionante ocorreu no shopping center Aeon, o maior da província.
Imagens mostraram que uma parte do shopping, que abriga cerca de 200 lojas, foi arrancada pela explosão, expondo vigas de aço e espalhando destroços pelo estacionamento.
Um porta-voz da Aeon, operadora do shopping, informou que clientes e funcionários foram removidos logo após o tremor inicial e que a causa exata da explosão subsequente ainda não estava clara.
Algumas grandes empresas com fábricas na região, incluindo a fabricante de equipamentos para semicondutores Tokyo Electron e a Honda, anunciaram a suspensão das operações em suas unidades.
A TSMC, maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, removeu os trabalhadores de sua fábrica local por precaução após o terremoto, mas informou que começou a retomar as operações no final da terça-feira.
Algumas vias também sofreram danos graves; grandes rachaduras romperam rodovias importantes e causaram transtornos ao tráfego na noite de terça-feira.
Situado no “Círculo de Fogo” — uma zona de vulcões e fossas oceânicas que contorna parcialmente a Bacia do Pacífico —, o Japão registra cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude 6,0 ou superior no mundo.
Um terremoto de grande magnitude em Kumamoto, ocorrido há 10 anos, deixou 275 mortos e 2.739 feridos, segundo dados oficiais, além de danificar milhares de edificações, incluindo as muralhas do castelo da cidade, uma importante atração turística.
(Com informações da Reuters)
Fonte: CNN









