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Ainda bem que Lula disse que não iria interferir nas investigações sobre Lulinha


O senador Sergio Moro (PL-PR) comentou nesta quinta-feira, 30, a notícia de que a Polícia Federal (PF) acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

“Mesmo tendo 22 anos de magistratura, nunca vi algo parecido: a cúpula atual da PF querendo acionar a AGU contra um Ministro do STF, no caso o André Mendonça, para controlar as investigações do roubo dos aposentados e pensionistas do INSS!

Ainda bem que o Lula disse que não iria interferir nas investigações sobre as relações do Lulinha com o Careca do INSS (contém ironia)”, escreveu o ex-juiz da Lava Jato no X.

PF x Mendonça

A Polícia Federal (PF) acionou a Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que representa o governo Lula (PT), para encontrar um remédio judicial contra o aumento de controle do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na investigação sobre as fraudes nos descontos no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

As investigações do caso, que ocorrem no âmbito da Operação Sem Desconto, envolvem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Relator do caso, o magistrado determinou à PF que todos os atos da investigação sobre o INSS sejam imediatamente juntados ao processo que tramita em seu gabinete.

Ele também ordenou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigadores seja comunicada ao seu gabinete.

Segundo a Folha de S.Paulo, a cúpula da PF vê as medidas adotadas por Mendonça como uma intromissão.

“Sócio oculto”

A Polícia Federal investiga se Lulinha foi “sócio oculto” do Careca do INSS em negócios com o governo federal.

Em representação enviada a André Mendonça, os investigadores disseram ao magistrado que o filho do presidente Lula foi mencionado em três diferentes conjuntos de informações colhidas ao longo da apuração sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

A PF apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta com o Careca do INSS por meio da empresária Roberta Luchsinger, uma amiga em comum entre eles.

“A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA”, escreveu a PF na representação.

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Fonte: O Antagonista

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