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Períodos e horários para tarifas da conta de energia vão mudar. Luz mais barata à noite começa meia hora mais tarde


A partir de 2027, os consumidores portugueses com tarifas bi-horárias e tri-horárias terão de se adaptar a novos horários para economiza na conta de luz.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) aprovou uma alteração que faz o período de tarifa reduzida durante a noite começar 30 minutos mais tarde.

A mudança pretende acompanhar a evolução do consumo e da produção de energia, mas pode aumentar os custos para quem não ajustar a rotina.

O que muda nos horários da tarifa da conta de luz?

Atualmente, muitos contratos oferecem tarifa reduzida entre as 22h00 e as 08h00. Com a nova regra, esse intervalo passa para 22h30 às 08h30, prolongando por meia hora o período em que a energia continua mais cara.

Na prática, quem costuma ligar eletrodomésticos ou carregar veículos elétricos às 22h00 precisará adiar essas atividades para continuar aproveitando a tarifa mais económica.

Quando a nova regra da conta de luz entra em vigor?

A implementação será gradual para permitir que consumidores e empresas adaptem os seus contratos e hábitos de consumo.

  • 1 de abril de 2027: início para empresas e consumidores não residenciais.
  • Entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2027: aplicação gradual às habitações.
  • Clientes com tarifa simples: não serão afetados pelas alterações.

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Períodos e horários para tarifas da conta de energia vão mudar. Luz mais barata à noite começa meia hora mais tarde
Períodos e horários para tarifas da conta de energia vão mudar. Luz mais barata à noite começa meia hora mais tarde. Créditos: depositphotos.com / photopicstock

Quem pode sentir maior impacto na conta de luz?

A alteração atinge principalmente quem utiliza tarifas bi-horárias e tri-horárias e concentra boa parte do consumo logo após as 22h00.

A duração dos períodos tarifários permanece igual, mas a redistribuição dos horários pode aumentar o valor pago em determinadas situações.

Quem já programa equipamentos para funcionar depois das 22h30 ou durante a manhã tende a sentir pouco impacto na fatura mensal.

Como reduzir os efeitos da mudança?

Pequenos ajustes na rotina podem ajudar a manter a conta de eletricidade sob controlo quando os novos horários entrarem em vigor.

⚡ Como reduzir os efeitos da mudança na tarifa de eletricidade

Pequenas mudanças na rotina podem ajudar a manter a conta de luz sob controle quando os novos horários entrarem em vigor.

Medida recomendada Como isso ajuda
📄 Verifique o tipo de contrato Confirme se sua tarifa é bi-horária, tri-horária ou simples. Assim fica mais fácil entender se a alteração dos horários realmente afetará sua conta.
🕥 Programe os eletrodomésticos Ajuste máquinas de lavar roupa, secadoras e lava-louças para iniciarem após as 22h30, aproveitando o período de tarifa reduzida.
💡 Reavalie a tarifa contratada Se o consumo estiver distribuído ao longo de todo o dia, a tarifa simples poderá oferecer uma relação custo-benefício mais interessante.
🔍 Compare fornecedores Analise ofertas de diferentes comercializadores de energia. Novos planos poderão surgir após a entrada em vigor dos horários atualizados.
💰 Dica prática

Se sua residência utiliza temporizadores ou funções de programação automática, vale a pena atualizar os horários antes da mudança entrar em vigor. Um simples ajuste de 30 minutos pode ajudar a manter o consumo dentro do período de menor tarifa.

Por que a ERSE decidiu alterar os horários

Segundo o regulador, a mudança acompanha a nova realidade do sistema elétrico português. O crescimento da energia solar alterou o perfil de produção ao longo do dia, enquanto o maior consumo das famílias passou a concentrar-se no início da noite.

A atualização procura tornar os períodos tarifários mais compatíveis com o funcionamento da rede elétrica e facilitar a gestão do consumo, embora associações de consumidores peçam campanhas de informação para evitar dúvidas durante a transição.

Nota: Esta matéria foi elaborada com base em informações oficiais da ERSE e em reportagens publicadas pelo Observador e outros meios especializados em energia.





Fonte: O Antagonista

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