O presidente da Argentina, Javier Milei (foto), voltou a falar sobre Lula (PT) no domingo, 2, reforçando as críticas que havia feito ao homólogo brasileiro na semana passada.
“Ele é um ladrão. Ele é corrupto. Ele foi condenado. Cumpriu pena na prisão, portanto, a afirmação de que ele é um ex-presidiário é verdadeira. Ele foi libertado devido a um erro administrativo, não porque fosse inocente. Logo, ele é um ladrão e é corrupto”, afirmou o presidente argentino em entrevista ao jornal La Nacion.
“Você não acha agressivo alguém roubar você? Chamar um ladrão de ladrão é muito menos grave do que o ato de roubar em si”, acrescentou.
Interferência política
Milei também rebateu as acusações de que estaria tentando interferir politicamente na política brasileira ao apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil.
“Eles falam em interferência política na região. Se há alguém interferindo politicamente na região, é Lula, poluindo tudo com as ideias imundas do socialismo”, disse.
“Ele fica irritado porque eu disse algo ao Lula que é verdade. Mas eles ignoram os insultos de Lula e de seus ministros, bem como os de Petro, Evo Morales, Correa, Pedro Sánchez e de seu pessoal. Quando me insultam, tudo bem”, seguiu.
Campanha anti-Argentina
Milei voltou a acusar Lula de promover uma campanha anti-Argentina durante e após a Copa do Mundo.
“O Brasil fez isso — utilizando dinheiro, recursos, influenciadores e atores para alimentar a campanha nas redes sociais — em conjunto com o México, o Partido Democrata dos EUA e a Espanha. Tudo isso envolveu a sua contraparte argentina: o kirchnerismo”, disse.
Tensão entre Brasil e Argentina
A participação de Milei na convenção que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência agravou a crise diplomática entre Brasil e Argentina.
No evento, o presidente argentino disse confiar no filho de Jair Bolsonaro para parar o “lixo socialista”.
Milei também acusou o governo Lula de financiar uma suposta “campanha anti-Argentina”.
Em entrevista à rádio Mitre, ele disse que o Brasil teria sido o principal financiador dessa campanha, que, de acordo com ele, também contaria com apoio do governo do México e do Partido Democrata dos Estados Unidos.
“Quem pôs mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina… O governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos saíram do governo do Brasil”, afirmou.
O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para manifestar a insatisfação com as declarações do presidente argentino sobre Lula.
Em nota, o Itamaraty classificou o episódio como “sem precedentes”.
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Fonte: O Antagonista









