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Casa Branca reúne gigantes da IA antes de nova ofensiva regulatória


A Casa Branca se reunirá com representantes de várias das principais empresas de IA na terça-feira (4) para discutir uma nova estrutura que permitirá ao governo avaliar modelos de IA de ponta antes de seu lançamento, segundo informaram à CNN várias fontes a par do convite.

A reunião é um passo crucial rumo a uma regulamentação mais ampla da IA, em meio a crescentes apelos tanto das empresas do setor quanto de Washington por maior controle sobre o ritmo de desenvolvimento da IA.

Embora a estrutura tenha sido definida como parte de um decreto assinado pelo presidente Donald Trump em junho, o encontro ocorre poucos dias depois que a OpenAI e a Anthropic relataram incidentes em que agentes de IA agiram de forma autônoma e invadiram os sistemas de outras empresas.

O novo sistema tem como objetivo dar ao governo acesso aos modelos de IA mais avançados até 30 dias antes de serem lançados publicamente, de acordo com a ordem executiva. O governo enfatizou que a participação do setor é voluntária, embora o governo tenha tomado medidas nos últimos meses para impedir ou adiar o lançamento de modelos avançados de IA por motivos de segurança.

“A estrutura voluntária delineada no decreto de 2 de junho está completa. Estão em andamento discussões com o setor sobre os próximos passos”, disse uma autoridade da Casa Branca à CNN na segunda-feira (3).

Entre as empresas presentes na terça-feira estão a OpenAI, a Anthropic, o Google e a Meta, de acordo com várias fontes a par da situação. A Anthropic, o Google e a Meta se recusaram a comentar sobre a reunião. A OpenAI indicou à CNN uma postagem no blog publicada na segunda-feira pelo diretor de Assuntos Globais, Chris Lehane, reiterando os apelos para que sejam estabelecidos padrões nacionais de IA por meio do Congresso.

“A medida que o governo deve tomar nesta semana em relação à IA de ponta pode ser um passo importante para preencher a lacuna entre inovação e governança: um marco nacional claro e confiável para avaliar os sistemas de IA mais avançados, com critérios definidos, prazos e um processo que permita sua implantação de forma segura e rápida”, escreveu Lehane.

Os detalhes do marco não serão divulgados publicamente e muitas das normas nele estabelecidas serão confidenciais, afirma o decreto de junho.

As principais empresas de IA trabalharam em estreita colaboração com a Casa Branca na elaboração do decreto e da estrutura, mas tem havido muita incerteza quanto aos detalhes finais, de acordo com várias fontes a par das discussões.

Isso inclui como o governo definirá os modelos de IA de ponta e se os modelos de IA de peso aberto — ou modelos de IA que podem ser baixados para o computador e personalizados — farão parte dela.

Também não está claro qual entidade dentro do governo liderará a revisão. O governo não designou uma pessoa ou organização dentro da Casa Branca para liderar o diálogo com as empresas de IA, segundo informaram à CNN várias fontes dentro das empresas de IA envolvidas nas negociações.

O diretor nacional de segurança cibernética, Sean Cairncross, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Comércio, Howard Lutnick, estão entre aqueles que têm liderado a iniciativa.

No entanto, autoridades do governo afirmaram que vários órgãos do governo precisarão estar envolvidos, uma vez que o impacto da IA é de amplo alcance.

Há também alguma confusão sobre a abordagem do governo para avaliar e trabalhar com certas empresas de IA, nomeadamente a Anthropic. O Pentágono classificou a Anthropic como um “risco à cadeia de suprimentos” no início deste ano, após um desentendimento sobre medidas de segurança nos modelos da empresa de IA que as Forças Armadas pretendiam utilizar.

A designação, que nunca havia sido aplicada antes a uma empresa americana, significa que as forças armadas ou organizações que trabalham com elas não podem utilizar os produtos da Anthropic.

Enquanto a Anthropic e o Pentágono discutem essa designação na Justiça, a Casa Branca vem trabalhando diretamente com a Anthropic na ordem executiva e nos lançamentos de seus modelos mais recentes, de maneiras que têm sido descritas como positivas e produtivas. O presidente Trump chegou a dizer à Axios, em junho, que não vê mais a Anthropic como uma ameaça à segurança nacional e que a empresa tem se “comportado de forma muito responsável”.





Fonte: Em Sergipe

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