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Polícia do DF desarticula grupo suspeito de plano contra o Planalto


Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal, em parceria com o Ministério da Justiça, cumpriu nesta terça-feira, 4, oito mandados de busca e apreensão contra um grupo suspeito de planejar ataques ao Palácio do Planalto e a outras sedes do governo federal.

As diligências ocorreram em cinco estados e miram pessoas que, segundo as autoridades, trocavam informações sobre a fabricação de explosivos caseiros em canais públicos do Telegram.

Alvos mapeados na Esplanada

De acordo com a apuração, os investigados chegaram a produzir um mapa da área central de Brasília, identificando ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, na tentativa de escolher um alvo prioritário.

Segundo o delegado Maurílio Coelho, coordenador de Inteligência da Polícia Civil, “eles fizeram um desenho da área central marcando todos os ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal e estavam a definir qual seria o alvo primário”.

Coelho acrescentou que o grupo teria avançado na definição do principal objetivo: Em complemento, eles difundiram a planta baixa do Palácio do Planalto como escolha de alvo primário”.

As buscas ocorreram em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, e os suspeitos têm entre 19 e 31 anos, com ocupações variadas — um deles é seminarista ligado a um mosteiro pernambucano.

Origem da apuração e próximos passos

A investigação nasceu de um relatório técnico do Ciberlab, laboratório de operações cibernéticas do Ministério da Justiça, e recebeu o nome de Operação Rede Interrompida. Os aparelhos eletrônicos apreendidos serão analisados para apurar quais ações já haviam sido efetivamente colocadas em prática pelo grupo.

As autoridades também apontam que os investigados disseminavam conteúdo de ódio contra mulheres e símbolos neonazistas na internet.

A Polícia Civil apura crimes de associação criminosa, incitação ao crime e infrações da legislação antirracismo. Até o momento, não houve pedido de prisão contra os envolvidos.





Fonte: O Antagonista

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