Home / Últimas Notícias / Pesquisadores descobrem que rejeito de mineração, tecido descartado e garrafa PET podem entrar juntos na mesma mistura, que o bloco sai pronto em 3 horas depois de prensado e aquecido, e que ele aguenta muro, laje e moradia popular sem passar por forno de tijolo

Pesquisadores descobrem que rejeito de mineração, tecido descartado e garrafa PET podem entrar juntos na mesma mistura, que o bloco sai pronto em 3 horas depois de prensado e aquecido, e que ele aguenta muro, laje e moradia popular sem passar por forno de tijolo


Materiais que normalmente terminariam acumulados em áreas industriais ou aterros podem ganhar uma função valiosa na construção. Uma solução desenvolvida por pesquisadores brasileiros transforma rejeito de mineração, tecido descartado e garrafa PET em blocos resistentes, produzidos em poucas horas e sem a queima tradicional dos tijolos cerâmicos.

Como rejeito de mineração, tecido descartado e PET viram bloco?

A fabricação começa com o beneficiamento dos resíduos. Rejeitos de mineração de ferro ou esmeraldas são combinados com pó de tecidos de poliéster e partículas obtidas de garrafas PET, formando uma mistura capaz de assumir uma nova função dentro do canteiro de obras.

Em vez de tratar cada descarte separadamente, o processo aproveita características complementares dos materiais. O conteúdo mineral forma a base do bloco, enquanto os componentes plásticos ajudam na união e no desempenho da peça depois da prensagem e do aquecimento.

Por que o bloco fica pronto em cerca de três horas?

A mistura é colocada em moldes metálicos, prensada e submetida ao calor. Esse método permite que o bloco seja retirado pronto em aproximadamente três horas, reduzindo o tempo necessário para obter uma peça com resistência adequada ao uso construtivo.

O processo também elimina uma etapa marcante da produção cerâmica, a passagem por fornos de tijolos. A fabricação segue uma rota mais rápida, com menos dependência de argila e sem a longa queima normalmente empregada para endurecer peças convencionais.

Pesquisadores descobrem que rejeito de mineração, tecido descartado e garrafa PET podem entrar juntos na mesma mistura, que o bloco sai pronto em 3 horas depois de prensado e aquecido, e que ele aguenta muro, laje e moradia popular sem passar por forno de tijolo
Pesquisadores descobrem que rejeito de mineração, tecido descartado e garrafa PET podem entrar juntos na mesma mistura, que o bloco sai pronto em 3 horas depois de prensado e aquecido, e que ele aguenta muro, laje e moradia popular sem passar por forno de tijolo

Onde o tijolo sustentável pode ser utilizado?

Os testes indicaram desempenho comparável ao de tijolos de solo-cimento, abrindo espaço para diferentes aplicações. Ainda assim, qualquer construção precisa respeitar cálculos estruturais, normas técnicas e as características específicas de cada projeto.

Entre as possibilidades avaliadas para o tijolo sustentável estão:

  • execução de muros e paredes;
  • aplicação em sistemas de laje compatíveis;
  • construção de unidades habitacionais;
  • projetos de moradia popular com menor custo;
  • obras que priorizem materiais reciclados.

Quais ganhos ambientais essa mistura pode oferecer?

O reaproveitamento do rejeito de mineração reduz o volume de material armazenado ou descartado após a atividade mineral. Ao mesmo tempo, o uso de tecido descartado e garrafa PET cria uma nova destinação para resíduos que podem permanecer no ambiente por muitos anos.

A produção também pode diminuir outras pressões ambientais associadas aos tijolos tradicionais. Os principais ganhos potenciais incluem:

Quais ganhos ambientais essa mistura pode oferecer?

  • 1Menor retirada de argila próxima a rios e córregos.
  • 2Redução do envio de resíduos para aterros.
  • 3Aproveitamento de materiais industriais poluentes.
  • 4Menor necessidade de matérias-primas virgens.
  • 5Eliminação da queima convencional da peça.

O que falta para a solução chegar às moradias populares?

Transformar a descoberta em uma alternativa disponível no mercado depende de produção em escala, padronização, controle de qualidade e validação para cada tipo de aplicação. Também será necessário estruturar uma cadeia capaz de coletar, separar e preparar rejeito de mineração, poliéster e PET com regularidade.

O potencial, porém, é relevante. Ao reunir três descartes em uma única mistura, o tijolo sustentável aproxima reciclagem, resistência e rapidez de fabricação. Com desenvolvimento técnico e investimento industrial, a solução pode reduzir custos, aliviar impactos ambientais e ampliar o acesso a materiais construtivos para moradias populares.





Fonte: O Antagonista

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