A América do Sul representa uma “certeza” e um plano concreto de crescimento para a Stellantis, segundo o CEO global da companhia, Antonio Filosa. O executivo destacou a força do portfólio de marcas da empresa na região e afirmou que a estratégia é ampliar a presença em diferentes mercados. “Temos a certeza de ter marcas que são muito próximas aos clientes e às clientes brasileiras, argentinos, argentinas, chilenos e chilenas”, afirmou.
Entre os destaques, Filosa citou a Fiat, que celebra 50 anos de presença no Brasil, e a Jeep, que, segundo ele, “achou a segunda casa” no país, onde iniciou a produção de veículos em Pernambuco. A Ram também foi mencionada como uma das marcas em expansão. A Rampage já está consolidada no mercado brasileiro, enquanto a companhia prepara o lançamento da Ram Dakota.
Além das marcas tradicionais do grupo, o executivo anunciou a chegada da Leapmotor ao Brasil e à Argentina. “Achamos que é uma parceria muito boa, porque será trabalhada por um time muito capaz, que conseguirá expressar o desejo e a ambição do cliente local”, declarou.
Peugeot e Citroën também foram citadas. Segundo Filosa, as marcas têm forte presença na Argentina e ainda apresentam espaço para crescimento no mercado brasileiro.
Stellantis mira crescimento de 10% na região
Em relação às metas, Filosa afirmou que a Stellantis pretende crescer 10% em volume na América do Sul. A companhia também busca manter a liderança nos mercados brasileiro e argentino e ampliar sua participação em países como Chile, Peru, Equador e Colômbia. “No Chile somos os segundos, fechamos o ano passado com mais ou menos 11%, que é um terço do que fazemos no Brasil e na Argentina”, explicou.
Além do aumento das vendas, a estratégia da companhia inclui indicadores como crescimento da receita, geração de caixa, retorno sobre investimentos, qualidade dos produtos e redução do intervalo entre o desenvolvimento e o lançamento de novos modelos no mercado.
O CEO também reconheceu que a Stellantis encerrou 2024 com resultados negativos tanto na geração de caixa quanto na lucratividade operacional. Segundo Filosa, porém, os resultados do primeiro trimestre de 2025 já indicavam uma reversão desse cenário. “Voltamos à rentabilidade, voltamos ao crescimento e melhoramos muito, até 37%, na geração de caixa”, disse.
De acordo com o executivo, o plano estratégico Fastlane 2030 reúne as ações necessárias para consolidar a recuperação financeira da companhia. “O caminho vai ser ainda longo, vai ter alguns obstáculos, mas estamos no caminho certo”, concluiu.
Call de Negócios
O programa Call de Negócios é uma produção do NeoFeed com a CNN Brasil e é apresentado por Letycia Cardoso. Acompanhe os episódios inéditos, quinzenalmente, às 20h, no CNN Money.
Fonte: CNN









