Uma estagiária da Câmara Legislativa do Distrito Federal foi desligada do cargo após publicar em uma rede social que o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), “tem que morrer”.
A postagem foi feita na manhã de quarta-feira (10), enquanto Fux lia seu voto no julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, acusados de tentativa de golpe de Estado.
A informação foi publicada inicialmente pelo site Metrópoles e confirmada pelo UOL. O nome da jovem e sua função específica na Câmara não foram divulgados.
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Segundo o portal, a denúncia partiu de um parlamentar distrital, que pediu providências imediatas. Em nota, a Câmara Legislativa afirmou que a manifestação não reflete a posição institucional da Casa e reiterou “repúdio a qualquer discurso de ódio, manifestação de intolerância ou ataques a autoridades públicas”.
“A instituição mantém rígido compromisso com a ética, a urbanidade e o respeito aos princípios constitucionais”, disse a Câmara, acrescentando que a estagiária foi afastada preventivamente de suas funções.
Voto polêmico de Fux
O episódio ocorreu no momento em que Fux apresentava seu voto, que durou quase 12 horas e foi marcado por divergências em relação ao relator do processo, ministro Alexandre de Moraes. Fux votou pela absolvição de Jair Bolsonaro de todos os crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
O ministro considerou que não houve elementos suficientes para configurar a execução de um golpe de Estado, interpretando as ações de Bolsonaro como atos preparatórios.
Apenas dois réus, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e o general Braga Netto, receberam de Fux voto pela condenação por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Apesar da divergência, a Primeira Turma do STF formou maioria nesta quinta-feira (11) para condenar Bolsonaro e outros sete aliados. Além de Moraes, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram pela condenação.
Fonte: Em Sergipe











