O ministro Cristiano Zanin, último a votar no julgamento da trama golpista na tarde desta quinta-feira, 11, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) liderou uma organização criminosa, com funções delimitadas e participação direta das Forças Armadas, com o objetivo de tentar dar um golpe de Estado.
Segundo Zanin, a responsabilização adequada dos agentes que atuaram contra a Constituição é “elemento fundamental para a pacificação nacional e a consolidação do Estado democrático de Direito”.
O ministro citou outros golpes de Estado, como o de 1937, para reforçar a necessidade de punir aqueles que atentam contra a democracia brasileira. A fala também foi direcionada a quem defende anistia como forma de pacificação, incluindo o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), que sugeriu que o Brasil já concedeu outras anistias e poderia considerar um perdão a condenados pela Justiça.
Zanin destacou que, com o auxílio dos demais condenados, Bolsonaro estruturou a organização criminosa visando se manter no poder à revelia da vontade popular expressa nas urnas eletrônicas. De perfil discreto, o ministro revelou sua posição sobre a participação do ex-presidente no crime de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, citando como prova os ataques incitados por Bolsonaro contra o STF e o ministro Alexandre de Moraes em 7 de setembro de 2021, na Avenida Paulista.
Fonte: Fan F1









