Os vereadores Lúcio Flávio (PL) e Camilo Daniel (PT) protagonizaram um debate no Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, nesta sexta-feira, 12, sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de estado.
Defensor do ex-presidente, Lúcio Flávio elogiou a participação do ministro Luiz Fux, fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes , disse que o julgamento foi um teatro e relembrou as condenações do atual presidente Lula, anuladas pelo STF.
“Um julgamento questionável, ele não faz de ninguém inocente ou corrupto, não faz de ninguém. Um dos ministros da Suprema Corte neste julgamento, talvez o mais experiente, ele deu uma aula, Luiz Fux, deixando claro que o ministro Alexandre Moraes parece ter mais interesse na condenação do que…olha a frase utilizada pelo ministro diretamente, nominalmente ao colega, ‘do que cumprir a lei’. Então eu acho que essa frase diz muito do que a gente está vivendo. A torcida do Lula, dos odiadores do Bolsonaro, pode até estar celebrando. Ok? É do jogo. Tem gente fazendo festa por isso. Mas eu creio que lá no fundo, bem lá no fundo, todas essas pessoas sabem que nós temos como um presidente condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Luiz Inácio Lula da Silva em todas as instâncias. […] Bolsonaro não está sendo condenado por nada disso, não tem corrupção, não tem absolutamente nada. O Bolsonaro está sendo condenado por um teatro, e todo mundo sabe disso”, avalia.
Em lado oposto, Camilo Daniel reforçou que tratou-se de um fenômeno histórico e defendeu as ações do STF, alegando que as acusações ocorreram no campo jurídico. “O julgamento de Bolsonaro e dessa quadrilha ele não é um julgamento do campo político, é do campo jurídico . Você tem ali uma acusação que foi feita pelo Procurador Geral da República , tem uma relatoria conduzida por Alexandre de Moraes , mas você tem uma turma do Supremo Tribunal Federal que se debruça nesse tema e que faz uma semana intensa de julgamentos. Pela primeira vez na história a gente teve a oportunidade de um superior do Supremo Tribunal Federal passar a limpo isso. ‘Ah, Camilo, mas não teve golpe, por isso não configura crime.’ Mas imagine você que está me ouvindo, se tivesse golpe, provavelmente eu não estaria aqui, porque se na trama é golpista, o objetivo era matar um presidente da república, um vice-presidente, um ministro do Supremo Tribunal Federal, imagine o que é que não aconteceria com um ureia vereador, por exemplo, com um jornalista independente que fala o que pensa”, defendeu.
Fonte: Fan F1








