Nessa história não há erros de quem lucrou politicamente. O que há é vacilo de quem não agiu como deveria.
O que importa saber se a culpa é da Deso ou da Iguá? Quem está sem água tem toda razão em demonstrar revolta e cobrar solução do governador Fábio Mitidieri. Só sabe o quanto é duro quem passa por isso.
Resultado da concessão? Não. O que ocorreu com a Deso, ocorre agora e ocorrerá sempre. A diferença está na gestão da crise.
Um rompimento na Adutora do São Francisco afetou o abastecimento em Aracaju, Socorro e Barra dos Coqueiros. Resultado? Insatisfação generalizada, principalmente nas comunidades mais pobres dessas cidades.
A Iguá e a Deso estão sendo massacradas de críticas nas redes sociais. E não é para menos: ninguém quer ficar algumas horas sem água, imagine mais de 48 horas.
A prefeita Emília Corrêa e seu vice, Ricardo Marques, encontraram em meio a essa situação uma forma de tirar dividendos políticos. Atuaram para dar assistência às comunidades desabastecidas e agora colhem os “louros” da iniciativa.
A Iguá e a Deso afirmam que também enviaram carros-pipa para as localidades mais atingidas, mas, se o fizeram, não divulgaram em tempo hábil. Como dizia Chacrinha: “Quem não se comunica, se trumbica”.
Em meio a tudo isso, chama atenção o silêncio dos aliados de Fábio Mitidieri. O governador está fora do Brasil e só se pronunciou após a crise já instalada. Nenhum vereador aliado, deputado, líder ou secretário se manifestou antecipadamente. Todos dormiram em “berço esplêndido”.
Agora correm atrás de conter o prejuízo. Ser aliado de Fábio é a melhor coisa na política: todos levam o bônus e abandonam o líder na hora do ônus.
Fonte: Fan F1









