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TikTok pode ter que criar aplicativo novo para funcionar nos EUA


Às vésperas do novo banimento do TikTok em território estadunidense, China e Estados Unidos negociam um acordo para manter a rede social funcionando por lá. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, que falaram anonimamente ao jornal Wall Street Journal, a plataforma terá que passar por mudanças radicais, incluindo um quadro de acionistas majoritariamente americano e até a criação de um novo aplicativo.

O acordo deve ser concretizado na sexta-feira (19), quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encontrará o presidente da China, Xi Jinping.

Logos de TikTok e ByteDance divididos por uma sobra de uma mão segurando um smartphone
Rede social sairia da mão dos chineses e teria maioria americana (Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock)

TikTok ‘americano’ terá mudanças radicais

O TikTok foi banido dos Estados Unidos no ano passado e a única forma de mantê-lo operando por lá seria vender a operação para empresas americanas. Trump adiou o prazo para a venda algumas vezes, na intenção de estender o tempo para negociação. A nova data de banimento é nesta quarta-feira (17).

Durante esta semana, EUA e China estão negociando o caso. Na segunda-feira (15), o secretário do Tesouro, Scott Bessent, revelou que há um “acordo inicial” fechado entre as partes, que deverá ser finalizado no encontro entre Trump e Xi Jinping no final da semana.

Agora, as fontes familiarizadas com o assunto deram mais detalhes sobre o que pode ficar decidido entre as partes. Para começar, 80% das ações do TikTok nos EUA iriam para empresas americanas, em um consórcio de investidores que inclui Oracle, Silver Lake e Andreessen Horowitz. Apenas 20% ficariam com os chineses. Além disso, um dos membros do conselho seria designado a dedo pelo governo dos EUA.

Outro ponto é que os 170 milhões de usuários do TikTok no país teriam que migrar para um novo aplicativo, que já foi desenvolvido e está sendo testado pela empresa. A Oracle, gigante de software americana, será a responsável por gerir os dados em uma base no Texas, tirando isso das mãos dos chineses. O uso de dados dos estadunidenses foi um dos motivos que levaram à suspensão da rede social por lá.

Os algoritmos que funcionam dentro da plataforma também serão criados e operados por empresas norte-americanas. Este é considerado um dos pontos mais trabalhosos do acordo, já que o algoritmo é visto como a parte mais lucrativa do TikTok para a ByteDance.

tiktok trump
Negociações acontecem desde o início do ano, quando Trump se mostrou favorável a manter o TikTok funcionando nos EUA (Crédito: Below the Sky / Shutterstock)

Trump confirmou que o acordo foi fechado

Antes de viajar ao Reino Unido, Trump falou em frente à Casa Branca na manhã desta terça-feira (16) e confirmou que chegou a um acordo com a China.

Temos um acordo sobre o TikTok. Cheguei a um acordo com a China. Vou falar com o presidente Xi [Jinping] na sexta-feira para confirmar tudo. São empresas muito grandes que querem comprá-lo.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

ByteDance TikTok
Inicialmente, ByteDance se recusou a vendar a operação do TikTok nos EUA (Imagem: shutterstock/Ascannio)

A posição da China e da ByteDance sobre o TikTok

  • A negociação estaria acontecendo desde o começo do ano, quando Trump se mostrou favorável a manter o TikTok funcionando nos Estados Unidos;
  • Do outro lado, o governo chinês sempre se posicionou contra a venda forçada da rede para investidores norte-americanos. Pequim vê essa exigência como uma violação de regras de concorrência justa e uma forma de pressão política;
  • A ByteDance, dona do TikTok, também contesta as acusações de que compartilha dados de usuários com o governo chinês. A empresa insiste que mantém a privacidade das informações e busca alternativas para continuar operando nos Estados Unidos.

Os detalhes do acordo devem ser divulgados após a formalização de Trump com Jinping. Em seguida, autoridades de ambos os países devem analisar a situação, incluindo revisar possíveis implicações à segurança nacional de cada um.




Fonte: Olhar Digital

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