A Petrobras concluiu a licitação para os serviços de operação e manutenção das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN) de Sergipe e da Bahia, consolidando a retomada da administração das unidades pela estatal. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 16.
Com o contrato, a planta passa a ser operada pela Engeman, na condição de prestadora de serviços, enquanto a Petrobras fica responsável pelas atividades comerciais. O valor apresentado pela Engeman é de cerca de R$ 976 milhões, e a licitação prevê serviços de operação e manutenção das unidades de produção de amônia e ureia granulada no estado. O cronograma de retorno da fábrica foi definido em agosto deste ano.
Além da unidade de Sergipe, a FAFEN da Bahia também está contemplada na parceria, que terá prazo de cinco anos. Considerando as duas plantas, a expectativa é de geração de cerca de 800 empregos diretos e indiretos.
De acordo com a Petrobras, a gestão já foi reativada e está em fase de preparação para a plena retomada da produção. O cronograma prevê a conclusão do processo licitatório do Projeto Sergipe Águas Profundas (Seap) até o fim de setembro deste ano, com a assinatura dos contratos no primeiro semestre de 2026. A expectativa é que a produção efetiva seja retomada em 2030.
Os investimentos iniciais previstos para Sergipe chegam a R$ 10 bilhões, podendo alcançar até R$ 60 bilhões.
Em suas redes sociais, o senador por Sergipe e Líder do Governo, Rogério Carvalho, destacou a importância da medida: “Acabou de sair a licitação da empresa que vai fazer a manutenção e iniciar a operação da fábrica de fertilizantes, agora voltando a ser da Petrobras em Sergipe e na Bahia”.
Histórico
A FAFEN de Sergipe foi implantada pela Petrobras em 1980, tornando-se um polo estratégico para a produção de ureia, amônia e sulfato de amônio no Nordeste. Em 2018, a Petrobras anunciou a hibernação da unidade como parte de sua política de desinvestimentos.
Após negociações com o Governo de Sergipe, em 2019, a fábrica foi arrendada ao grupo Unigel por dez anos. A operação foi retomada em 2021, após investimentos superiores a R$ 300 milhões, mas foi novamente paralisada em 2023 devido ao alto custo do gás natural em relação aos preços dos fertilizantes.
Já em março de 2024, a produção foi interrompida por tempo indeterminado, até a realização da licitação concluída neste mês de outubro de 2025.
Fonte: Fan F1









