Nesta quarta-feira, 17, começa a segunda audiência de instrução do julgamento que investiga a morte do advogado criminalista José Lael de Souza Rodrigues Júnior, de 42 anos. A sessão acontece no Fórum Gumersindo Bessa, localizado no bairro Capucho, em Aracaju
O processo terá duração de três dias e, durante a audiência, serão ouvidas as pessoas arroladas como testemunhas pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE). Entre elas estão a irmã do advogado, Rosane Rodrigues; o filho de Lael, Guilherme Rodrigues; o ex-marido de Daniele, entre outras pessoas.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 18 de outubro de 2024, na Avenida Jorge Amado, bairro Jardins, zona Sul de Aracaju. Dois homens desceram de uma motocicleta e atiraram contra o carro em que estavam o advogado e um de seus filhos. Ambos foram baleados e socorridos, mas José Lael não resistiu.
A médica Daniele Barreto, esposa de Lael na época, e outras seis pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime. Desde maio deste ano, a médica cumpria prisão domiciliar e era monitorada por tornozeleira eletrônica.
Imagens de câmeras de segurança registraram, cerca de uma hora e meia antes da execução, a amiga e a secretária de Daniele conversando com dois homens dentro de um carro. Em seguida, elas foram deixadas em um condomínio.
Segundo as investigações, no dia do crime, Lael e o filho saíram para comprar açaí a pedido da médica. A polícia aponta que a viúva teria informado a localização deles aos executores.
A primeira audiência de instrução referente ao assassinato do advogado José Lael ocorreu nesta sexta-feira, 22, na 5ª Vara Criminal do Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju. A sessão foi presidida pela juíza Lívia Ribeiro.
Morte da médica
A médica Daniele Barreto, de 47 anos, acusada de envolvimento na morte do marido foi encontrada sem vida em uma cela do Presídio Feminino (Prefem) por volta das 16h20 de terça-feira, 9. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc) e pelo escritório que fazia sua defesa.
Segundo a Sejuc, a morte foi constatada no momento em que o advogado da médica chegou à unidade para visitá-la. Daniele foi encontrada desacordada com um lençol enrolado no pescoço. A equipe de saúde do presídio tentou reanimá-la e acionou o Samu, que confirmou o óbito no local.
O Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística (IC) foram acionados para a perícia. A direção do presídio instaurou um procedimento administrativo interno, e a Polícia Civil conduz a investigação.
Horas antes da morte, Daniele havia retornado ao presídio após deixar a clínica de repouso onde estava internada desde 1º de setembro. Ela participou de uma audiência de custódia no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, e foi reconduzida ao Prefem em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que no dia 29 de agosto revogou a prisão domiciliar concedida em maio pelo ministro Gilmar Mendes.
A defesa da médica havia informado que ela pretendia dar continuidade ao tratamento iniciado na clínica de repouso.
Fonte: Fan F1









