
Os jornalistas Cristiane Noberto e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, foram reconhecidos no Prêmio ABDE de Desenvolvimento, que reúne os bancos de fomento estaduais, regionais e federais, por reportagens que aprofundam o debate sobre crédito sustentável na Amazônia e os efeitos econômicos do tarifaço imposto pelos EUA.
A jornalista Cristiane Noberto recebeu duas premiações com as reportagens “Desafios do Crédito Verde na Amazônia”, na categoria vídeo, e “Governo aposta em novos caminhos para financiar sociobioeconomia”, na categoria texto, produzidas em diferentes regiões da Amazônia.
As reportagens mostram como, apesar da alta de quase 50% do crédito verde em três anos – que atingiu R$ 603 bilhões em 2023, segundo dados inéditos da ABDE e do PNUD – somente 13% dos mecanismos financeiros chegam de fato à sociobioeconomia, onde estão ribeirinhos, extrativistas e pequenos produtores.
“As reportagens mostram um Brasil que avança em financiamento sustentável, mas que ainda não consegue fazer esse dinheiro chegar a quem realmente preserva a floresta”, explica Cristiane.
“O jornalismo tem o papel de iluminar esses gargalos e mostrar como crédito, políticas públicas e assistência técnica podem transformar realidades.”
A cobertura da jornalista também detalha iniciativas do governo federal voltadas à inclusão produtiva na região, como a formação de 900 agentes de crédito até 2028 e novos programas com foco em sociobioeconomia.
Um dos exemplos retratados é o Café Dom Bento, em Rondônia, cuja modernização e expansão foram impulsionadas por um financiamento de pouco mais de R$ 100 mil via Pronaf, elevando o faturamento anual a cerca de R$ 600 mil.
Também premiado, o jornalista Danilo Moliterno venceu na categoria Vídeo com a reportagem “Empresas recorrem a crédito como ‘remédio’ e ‘vacina’ a tarifaço dos EUA”.
A reportagem de Moliterno explica como empresas brasileiras passaram a buscar apoio do BNDES através do Plano Brasil Soberano após as novas tarifas dos Estados Unidos. O programa disponibiliza R$ 10 bilhões em crédito para companhias afetadas, com o objetivo de protegê-las e preservar empregos.
“Nosso objetivo foi explicar, com clareza, como o crédito pode funcionar como mecanismo de proteção e sobrevivência diante de decisões externas que atingem diretamente a indústria brasileira”, afirma Moliterno.
Moody’s: mudanças no clima podem cortar 20% do PIB do Brasil até 2050
Fonte: Em Sergipe









