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“Tem politicagem”: mães acusam falta de transparência no ‘Itabaiana Meu Lar’ e dizem que famílias com casa foram contempladas


Um grupo de mulheres, composto majoritariamente por mães atípicas, denunciou nesta segunda-feira, 1º, supostas irregularidades na seleção do programa habitacional “Itabaiana Meu Lar”, da Prefeitura de Itabaiana, vinculado ao Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.

As beneficiárias afirmam ter realizado o cadastro e cumprido todos os requisitos estabelecidos. A lista de contemplados foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira, 28, mas ao buscarem esclarecimentos na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, elas relatam que não receberam respostas.

Segundo o grupo, a Prefeitura de Itabaiana teria informado que os critérios de seleção foram definidos pela Caixa Econômica Federal. No entanto, representantes da Caixa teriam dito às mulheres que a definição dos critérios foi de responsabilidade da prefeitura, o que gerou ainda mais indignação.

As mães também pedem sorteio público e denunciam que pessoas que já possuem casa própria teriam sido contempladas na lista. Entre os relatos, há situações de vulnerabilidade extrema, como o de uma mãe de um jovem com deficiência grave, que descreveu as condições precárias da casa onde mora, incluindo a presença constante de escorpiões.

O conjunto habitacional citado pelo grupo possui 214 unidades habitacionais, previsto para o Conjunto Habitacional Serapião Antônio de Góis II, no bairro São Cristóvão, em Itabaiana. O grupo afirma ainda que a secretária da pasta não as recebeu durante a visita desta segunda-feira. Diante disso, elas pretendem levar o caso à Câmara Municipal e ao Ministério Público.

Em uma entrevista a Rádio Capital FM, uma das mães denunciou o caso: “Tenho o meu filho deficiente. (…) Meu filho não só se arrasta, não caminha, vive em cima de uma cama. É da minha cama para a cama dele. (…) O piso é horrível, mas eu agradeço a Deus porque estou passando sol e chuva debaixo de um teto. Uma casa que, toda noite, eu acho escorpião. Isso é um absurdo.”

Ainda segundo ela: “Pessoas que têm casa foram contempladas, e eu vivo dentro de uma casa que não tem condições de se viver. Minha vida é trabalhar. (…) Eu compro remédio, porque não tem na farmácia dos postos de saúde. Isso é um absurdo”.

A beneficiária afirmou que a seleção das casas tem cunho político. “Tem politicagem? Tem sim. Eu ouvi. (…) Disseram que quem tivesse alguma coisa no nome não seria contemplado. Mas eu sei de pessoas que têm casa. Não posso falar o nome. Eu não preciso de político. Eu preciso é do direito do meu filho. Mais uma mãe que se junta às outras em busca do seu direito, em busca de justiça”.

A reportagem do Portal Fan F1 buscou a Prefeitura de Itabaiana para esclarecer as denúncias, mas não teve retorno.



Fonte: Fan F1

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