Os países da União Europeia deram aval preliminar ao acordo comercial com o Mercosul nesta sexta-feira, 9, segundo diplomatas ouvidos por agências internacionais. A decisão ainda depende de confirmações formais por escrito, mas já permite que o tratado avance para a fase de assinatura.
Em suma, o acordo prevê a redução ou eliminação de tarifas entre os blocos, além da criação de regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.
Contudo, apesar da aprovação, ainda há resistências de países como França, Irlanda, Hungria e Polônia, que alegam possíveis prejuízos ao setor agrícola europeu. O governo francês afirma que os benefícios econômicos seriam limitados e que produtores locais podem sofrer com a concorrência de produtos latino-americanos mais baratos e com exigências ambientais diferentes.
A posição da Itália foi considerada decisiva para a formação da maioria. O país sinalizou apoio após a Comissão Europeia indicar medidas de compensação ao setor agrícola, incluindo a antecipação de recursos bilionários para produtores.
Para o Brasil, principal economia do Mercosul, o acordo amplia o acesso ao mercado europeu, com cerca de 451 milhões de consumidores, e deve gerar impactos não apenas no agronegócio, mas também em diversos segmentos da indústria.
*Com informações do G1
Fonte: Fan F1








