A fiscalização de combate à falsificação, ao contrabando e à comercialização ilegal do Mounjaro (tirzepatida), medicamento de uso controlado amplamente utilizado no tratamento do diabetes e para emagrecimento, foi intensificada em Aracaju por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A informação foi divulgada pela Prefeitura nessa segunda-feira, 12.
As ações têm como foco a proteção da saúde pública e a prevenção de riscos associados ao uso de medicamentos sem procedência, falsificados ou comercializados de forma irregular. O Mounjaro (tirzepatida) possui circulação controlada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo proibida a sua venda sem prescrição médica e retenção da receita, medida essencial para garantir o uso seguro e evitar danos graves à saúde.
De acordo com a coordenadora da Rede de Vigilância Sanitária de Aracaju, Flávia Brasileiro, a Revisa atua em parceria com a Polícia Civil a partir de denúncias feitas pela população. Segundo ela, têm sido identificadas canetas falsificadas, medicamentos contrabandeados de outros países e anúncios irregulares em redes sociais.
“Temos recebido denúncias com fotos e prints de perfis que anunciam a venda ilegal. É importante deixar claro que ninguém pode comercializar medicamentos fora de estabelecimentos regulares. Anunciar e vender em redes sociais é uma prática criminosa”, alertou.
Flávia Brasileiro destacou ainda que nem mesmo profissionais de saúde estão autorizados a comercializar o medicamento em consultórios ou a oferecer “combos de emagrecimento” que incluam a tirzepatida. “O profissional pode prescrever, mas a negociação do medicamento deve ocorrer exclusivamente na farmácia. Ele não pode manter estoque no consultório nem vender a medicação ao paciente”, explicou.
Ela também chamou atenção para outra prática irregular identificada pela fiscalização: a venda de doses fracionadas em seringas. “É proibido e extremamente perigoso, porque o consumidor não sabe o que está sendo aplicado”, enfatizou.
Riscos à saúde
O uso de medicamentos falsificados, contrabandeados ou armazenados de forma inadequada pode causar reações adversas graves e até levar à morte. A tirzepatida exige controle rigoroso de temperatura e condições específicas de transporte e armazenamento. Quando comercializada de forma clandestina ou fracionada, sua integridade molecular é comprometida, reduzindo a eficácia terapêutica e aumentando os riscos à saúde.
Fonte: Fan F1







