Diógenes Brayner – [email protected]
O rompimento entre o vice-prefeito Ricardo Marques e a prefeita Emília Corrêa não é apenas um episódio administrativo. Apesar das especulações generalizadas levarem a isso já há algum tempo, esse afastamento também se trata de um movimento estratégico que pode redesenhar o tabuleiro político de Aracaju. A saída de Marques da base da prefeita expõe fissuras internas e fragiliza a narrativa de unidade que sustentou a vitória em 2024. Ao se desvincular, Marques abre espaço para construir uma identidade política própria, sem carregar o desgaste que possa acontecer. O discurso de ter sido “humilhado” pode ser explorado como símbolo de resistência contra práticas de concentração de poder, mas também cobra imposição do cargo no momento que ele estiver exercendo.
Em um cenário de descrédito com a política tradicional, candidatos que se apresentam como “outsiders” ou vítimas de exclusão tendem a ganhar tração. Marques pode transformar sua saída em uma bandeira de renovação, atraindo eleitores que se sentem descontentes com a condução da prefeita, mesmo que tenha sido ele que anunciou o afastamento. A fragmentação das forças em Aracaju cria oportunidade para que um nome emergente se torne competitivo, especialmente se conseguir dialogar com setores jovens e críticos. Sem o apoio da máquina da prefeitura, Ricardo Marques precisará articular alianças sólidas para viabilizar sua candidatura. Porque a ruptura ocorreu a menos de um ano das eleições, exigindo uma rápida reorganização de discurso e base eleitoral. Além disso, nomes tradicionais da política sergipana ainda possuem maior capilaridade e recursos.
Ricardo Marques pode se tornar um fator disruptivo nas eleições de 2026. Sua força não está necessariamente em liderar pesquisas desde o início, mas em crescer durante a campanha, explorando a narrativa de independência e renovação. Se conseguir se posicionar como alternativa viável ao desgaste da atual gestão e ao cansaço com os grupos tradicionais, pode surpreender e conquistar espaço relevante. O rompimento com Emília Corrêa foi um risco calculado: Marques perdeu a estrutura da prefeitura, mas ganhou liberdade política. Se transformar essa liberdade em narrativa convincente e construir alianças estratégicas, poderá se consolidar como candidato competitivo e potencial surpresa nas urnas. Entretanto não se pode negar que a prefeita Emília Corrêa tem mudado o estilo administrativo tradicional da cidade e crescido com a implantação de projetos novos, principalmente para a juventude.
Portas abertas para Ricardo
O governador Fábio Mitidieri (PSD) disse que até abril, a prioridade deve ser a formação das chapas proporcionais.
*** Admitiu que “é normal um pouco de estresse quanto a isso. A disputa por chapas fortes sempre existiu”.
*** Quanto ao vice-prefeito Ricardo Marques, “sempre deixei claro a admiração que tenho pelo trabalho dele, mesmo como opositor”. E concluiu: “Ricardo sabe que tem portas abertas conosco”.
Declaração sem novidade
Nenhuma novidade na declaração do vice-prefeito Ricardo Marques em entrevista a Focca: “Quem não sabia que Marques estava rompido com Emília Corrêa?”.
*** Praticamente assumiram rompidos e um deles mesmo “disse que a busca por holofotes e a vaidade foram os motivos principais”.
*** Ricardo disse que foi muito humilhado na administração municipal e que “não fazia sentido continuar no grupo”.
Ricardo também pode deixar Cidadania
Ricardo mantém a vontade de disputar vaga no Alese ou Câmara e pensa em deixar o Cidadania em razão do tumulto que o partido passa na Direção Nacional.
*** Diz que vários partidos o procuram e têm conversado com lideranças políticas. Há informação que seu destino é o bloco do Governo e o próprio Mitidieri diz que “ele sabe que tem portas abertas conosco”.
Eduardo diz que disputa o Senado
O médico Eduardo Amorim (Republicanos) desmentiu ontem que seja candidato a governador e confirmou que a sua candidatura é para o Senado.
*** Perguntado sobre informações divulgadas no sábado sobre sua disputa ao Governo, ele disse que se trata de “especulação infundada”.
*** Eduardo está bem malhado e disposto à disputa. Insistiu que o seu grupo só vai mesmo definir candidaturas majoritárias e proporcionais a partir de março.
Rodrigo Valadares está afastado
Quanto a presença do deputado federal Rodrigo Valadares (PL) na oposição, Eduardo disse que isso passa por uma discussão do bloco também em março.
*** Percebe-se que Rodrigo está isolado na oposição e há resistência ao seu retorno em “razão da forma como ele agiu logo após ficar com o PL”.
*** Quanto a se manter como indicado de Emília ao Senado, também é uma dúvida que pode ou não ser desfeita em março.
Emília mantém a palavra conosco
No domingo, o senador Rodrigo Valadares também entrou em contato com “Plenário”, no momento que estava saindo do movimento “Acorda Brasil”.
*** Diante da pergunta de que se “sente isolado pela oposição e sem apoio da prefeita Emília Corrêa”, respondeu: “Zero… Emília mantém a palavra conosco”.
Márcio cita frases de Lula
Márcio Macedo (PT) disse que o final de semana começou com duas frases emblemáticas do Lula. Em Salvador, no encontro nacional do MST, ele disse que “está pronto para enfrentar fascistas na eleição”.
*** Em Maceió, na solenidade do programa Minha Casa Minha Vida, segundo Márcio, o presidente Lula falou: “Enquanto estiver vivo, quem destruiu esse País não volta”.
Luciano: tudo se define em abril
O deputado estadual Luciano Pimentel está percorrendo cidades do interior em campanha, mas acha que tudo só se define mesmo a partir de abril, quando definirem filiações e fechar grupos.
*** Até lá tudo não vai passar de conversas e tentativas de conquistar eleitores, porque não há nada definido. A partir de abril é que as opções serão definidas.
Ricardo vê hora de ouvir e dialogar
Ricardo Marques (Cidadania) diz que tem recebido convites diversos, de vários grupos e partidos. Inclusive propostas de lançar seu nome a governador em 2026.
*** Mas acha que “agora é hora de ouvir e dialogar e mais à frente será hora da escolha. Tenha certeza que não tomarei uma decisão sem antes receber as bênçãos de Deus e do povo”.
Alessandro fala de condutas escandalosas
O senador Alessandro Vieira (MDB) diz que entre a transparência e o espírito de corpo o STF escolheu acobertar as condutas escandalosas de Toffoli e Moraes.
*** – O único caminho disponível é levar o Senado a uma inédita ação de controle, via processo de impeachment. Essa será a missão fundamental nos próximos meses, disse.
*** Sobre as eleições, Alessandro disse que em Sergipe as suplências só serão definidas mais adiante e que o trabalho pela reeleição segue dentro do planejado, sem alterações.
André contra os feminicidas
André Moura (União), pré-candidato a senador, disse que “na Irlanda, a justiça agiu exemplarmente: um brasileiro foi condenado à prisão perpétua por feminicídio”.
*** E insiste: “enquanto lá a punição é severa, aqui a impunidade ainda desafia as famílias. Reafirmo minha disposição para abrir o debate constitucional: feminicidas merecem prisão perpétua!”
Exemplo irlandês deve ser meta
Para André Moura, “o exemplo irlandês deve ser a nossa meta. O caso da mineira Bruna Fonseca na Irlanda mostra que a lei pode e deve ser rígida para proteger as mulheres”.
*** E acrescenta: “Como Senador, não aceitarei menos que garantir segurança e dignidade para nossas famílias”!
Fonte: Fax Aju






