O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, passou a ser investigado em um procedimento preparatório instaurado pela 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital nesta terça-feira, 10.
De acordo com o órgão, responsável pelo controle externo da atividade policial, a apuração foi aberta após o recebimento de diversas representações relacionadas à conduta do delegado no caso da morte do cão comunitário Orelha.
O procedimento conduzido pelo Ministério Público irá analisar a necessidade de abertura de inquérito civil para eventual adoção de medidas judiciais.
Adoção do Caramelo
No dia 23 de janeiro, o delegado-geral informou por meio das redes sociais que adotou o cão Caramelo, outro animal envolvido nas ocorrências de maus-tratos ligadas à morte de Orelha.
Durante coletiva concedida em 27 de janeiro, Ulisses Gabriel afirmou que a atuação da Polícia Civil tem priorizado a causa animal e ressaltou a implantação de delegacias especializadas voltadas à proteção dos direitos dos animais.
Investigações do MP
O Ministério Público de Santa Catarina solicitou a exumação do corpo do cão Orelha para a realização de perícia direta e requereu a continuidade das investigações no caso que resultou na morte do animal comunitário na Praia Brava, em Florianópolis, em janeiro.
As Promotorias de Justiça responsáveis pelo caso envolvendo os cães da Praia Brava protocolaram, na segunda-feira, 9, o pedido junto ao Judiciário, requerendo diligências adicionais para aprofundar a apuração. A providência foi tomada após a análise do inquérito policial e dos Boletins de Ocorrência Circunstanciados.
A 10ª e a 2ª Promotorias de Justiça da Capital destacaram a necessidade de esclarecimentos específicos para verificar se houve ou não coação no decorrer do processo relacionado à morte de Orelha. Diante disso, foram requeridos novos depoimentos.
Em nota, o Ministério Público informou que o caso permanece em fase de investigação.
A 2ª Promotoria de Justiça também comunicou o restabelecimento do sigilo processual, em razão do envolvimento indireto de adolescentes.
Já a 10ª Promotoria de Justiça solicitou o aprofundamento das diligências referentes a quatro boletins de ocorrência.
Entre as requisições estão vídeos relacionados a possíveis maus-tratos e registros envolvendo os cães.
A Justiça estabeleceu o prazo de 20 dias para o cumprimento das diligências solicitadas. Após a coleta das informações, o material será analisado pelas Promotorias de Justiça, que adotarão as medidas cabíveis.
*Com informações da CNN Brasil
Fonte: Fan F1









