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Goleiro Bruno é regularizado pela CBF e deve defender Vasco-AC


O goleiro Bruno Fernandes, de 41 anos, teve seu nome regularizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e está apto a defender o Vasco da Gama do Acre na partida contra o Velo Clube, marcada para esta quinta-feira, 19, válida pela primeira fase da Copa do Brasil. Time tem quatro jogadores presos suspeitos de estupro coletivo.

Regularização

O nome do jogador foi publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF na quarta-feira, 18. Com a regularização, Bruno, que se apresentou ao clube acreano na segunda-feira, 16, está liberado para assumir a titularidade na partida que será disputada na Arena da Floresta, em Rio Branco. O confronto marca a estreia das equipes na competição nacional nesta temporada.

Sobre o goleiro Bruno

Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão, em 2013, pelo sequestro e assassinato de Eliza Samudio, em 2010; o corpo da modelo nunca foi encontrado. O jogador passou ao regime semiaberto em 2019 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023. O cumprimento total da pena está previsto para 2031. De acordo com a legislação brasileira, a condição de livramento condicional assegura a ele o direito de exercer sua atividade profissional.

A CBF regularizou sua situação para atuar pelo Vasco da Gama do Acre, após cumprir as exigências judiciais relacionadas ao seu livramento condicional no estado do Rio de Janeiro.

Cenário conturbado no Vasco-AC

O goleiro terá sua estreia em meio a um cenário problemático do clube. Outros quatro jogadores do elenco principal da equipe foram presos preventivamente nesta semana, suspeitos de envolvimento em um caso de estupro coletivo.

Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior são os jogadores investigados por suspeita de estupro contra duas mulheres, caso ocorrido na última sexta-feira, 13, em Rio Branco. Erick foi preso preventivamente no último domingo, 15, enquanto os demais tiveram a prisão temporária mantida em audiência de custódia e podem permanecer detidos por até 40 dias no Complexo Prisional da capital.

Conforme a Polícia Civil, as vítimas relataram receio de sofrer represálias e foram orientadas por uma assistente social a formalizar a denúncia, registrada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). As investigações apontam que as mulheres teriam ido ao alojamento do clube para um encontro inicialmente consensual, mas afirmam que, posteriormente, teriam sido submetidas a violência.

O que diz o clube

Em posicionamento oficial, o clube declarou que repudia qualquer tipo de violência e informou que tomará providências internas de acordo com o andamento do caso. O treinador Eric Rodrigues afirmou que não era a primeira vez que jogadores levavam mulheres ao alojamento, conduta proibida, e fez críticas à apuração policial. As declarações provocaram reação da Secretaria de Estado da Mulher, que divulgou nota de repúdio em defesa do trabalho técnico da Deam.



Fonte: Fan F1

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