A partida entre Atlético-MG e América-MG neste domingo (22) reservou mais do que a disputa por uma vaga na final do Campeonato Mineiro. Em campo, Gustavo Scarpa e Willian Bigode se reencontraram pela primeira vez após a polêmica que foi parar na Justiça entre os jogadores.
Após o confronto que terminou no empate por 1 a 1 na Arena MRV, os atuais rivais quebraram o silêncio e falaram sobre o momento diante do episódio com investimentos em criptomoedas.
Antes mesmo de a bola rolar, os jogadores apaziguaram a tensão e se cumprimentaram normalmente na entrada em campo, permanecendo sob clima de respeito ao longo da partida. Em um lance na etapa final, Bigode chegou a devolver a chuteira de Scarpa que havia se soltado.
Titular pelo América-MG, o atacante comentou sobre o reencontro após o duelo, mas colocou panos quentes sobre qualquer polêmica.
“Sei que se cria uma expectativa muito grande, mas foi tudo bem da minha parte e da parte dele. Acho que o mais importante é que cada um defendeu bem a sua equipe, e vida que segue”, disse.
Já Scarpa foi ainda mais além e abriu o jogo sobre a relação e o impasse que segue sem uma solução definitiva até então.
“São várias emoções ali no momento. Difícil, uma situação complicada. A gente tinha uma amizade muito maneira, mas o ‘maluco’ decidiu ir para outro caminho. Agora é paciência. Torcer para que tudo se resolva o quanto antes. A situação é muito preto no branco e eu não vejo a hora de receber o que é meu por direito”, disparou.
Entenda o caso
Bigode e Scarpa atuaram juntos pelo Palmeiras entre 2018 e 2021. O meia do Atlético-MG entrou na Justiça junto de Mayke, também ex-parceiro de time, após a dupla perder cerca de R$ 10,3 milhões em investimentos em criptomoedas, indicado pela empresa de gestão financeira WLJC, na qual o atual atacante do América-MG é um dos sócios.
Scarpa entrou com um investimento de R$ 6,3 milhões sob promessa de um retorno de 3,5% a 5% ao mês. Como como não obteve o retorno, soliciou a rescisão do contrato com a Xland Holding Ltda, para onde o recurso foi destinado.
Mesmo depois de ser informado de que teria o reembolso num prazo de 30 dias úteis, o pagamento jamais voltou ao bolso do jogador do Atlético-MG.
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Fonte: ESPN









