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Após intervenção no Diretório Estadual, Georgeo diz que “passaram a rasteira” no Cidadania e avalia judicialização


O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, desativou o diretório estadual da legenda em Sergipe de forma unilateral, gerando forte reação interna e agravando a crise política na sigla às vésperas do Congresso Nacional marcado para março. A medida foi amplamente criticada por dirigentes e filiados locais como uma retaliação política que desrespeita a base do partido no estado.

Para o dirigente Georgeo Passos, defensor da executiva estadual destituída, a decisão representa um ataque à democracia interna da legenda e à legitimidade do processo que elegeu os representantes sergipanos. “Passaram a rasteira no Cidadania de Sergipe”, afirmou ele.

O diretório estadual do Cidadania em Sergipe havia sido eleito em novembro de 2025, durante congresso do partido, após a realização de congressos municipais e estaduais, cumprindo todos os trâmites estatutários, conforme reforçou a presidente eleita, Danyara Passos. Ela foi a primeira mulher a comandar o diretório estadual da legenda no estado, um marco citado por aliados como exemplo de protagonismo feminino que agora teria sido desconsiderado pela direção nacional.

Com a intervenção de Freire, segundo Georgeo Passos, todos os delegados eleitos em Sergipe para os congressos futuros teriam sido substituídos por indicados pela nova resolução aprovada pela direção nacional, sem a participação da base partidária local. “Quando a gente faz um congresso municipal, eu estou ouvindo a base… esses delegados eleitos de Sergipe hoje, com a decisão do Freire, não existem mais”, afirmou.

Repercussões

O dirigente também criticou a falta de comunicação formal e a ausência de contraditório no processo de desativação do diretório, alegando que não houve notificação oficial antes da medida. Ele declarou que o grupo está avaliando a judicialização da decisão e que já consultou assessoria jurídica para contestar a ação na Justiça Eleitoral.

Pré-candidato à reeleição como deputado estadual, Georgeo Passos destacou que essa instabilidade interna pode gerar insegurança jurídica para filiados que pretendem disputar as eleições de 2026, já que o prazo para filiação partidária se aproxima no início de abril. “Hoje no Brasil, o que nós temos no Cidadania é insegurança jurídica. Quem é que vai querer disputar uma eleição de Cidadania nesse cenário em Sergipe?”, questionou.

Ele também adiantou que poderá migrar para outra sigla, fora do arco de alianças do governador Fábio Mitidieri, reforçando que permanecerá na oposição.



Fonte: Fan F1

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