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Irã pede à Fifa para disputar seus jogos da Copa do Mundo no México


A seleção do Irã abriu conversas com a Fifa para tentar transferir seus jogos da Copa do Mundo de 2026 para o México, evitando atuar nos Estados Unidos em meio ao aumento das tensões políticas e preocupações com segurança.

A movimentação ganhou caráter oficial após declaração do embaixador iraniano no México, Abolfazl Psedniddeh, que sugeriu a mudança de sede das partidas da equipe. O posicionamento foi divulgado por canais ligados ao Ministério das Relações Exteriores do Irã, reforçando o temor quanto à integridade da delegação em solo norte-americano.

“Reiteramos que os Estados Unidos não estão cooperando conosco na questão dos vistos. Temos interesse em participar da Copa do Mundo, mas o governo americano não está fornecendo o apoio logístico ou administrativo necessário”, afirmou Psedniddeh.

Internamente, a federação iraniana já demonstrava desconforto com a possibilidade de disputar jogos nos Estados Unidos — um dos três países-sede do Mundial, ao lado de México e Canadá. Pela tabela atual, o Irã tem compromissos previstos em território americano durante a fase de grupos.

Uma eventual alteração exigiria mudanças logísticas relevantes por parte da Fifa, que ainda não se pronunciou oficialmente. O tema é tratado com cautela por envolver implicações diplomáticas e impacto direto na organização do torneio.

Dentro de campo, o Irã chega credenciado: garantiu vaga no Mundial ao liderar o Grupo A das Eliminatórias Asiáticas, com campanha sólida de sete vitórias e apenas uma derrota em dez partidas. No sorteio, caiu no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três jogos da equipe na primeira fase estão programados para os Estados Unidos — dois em Los Angeles e um em Seattle.

E se o Irã desistir?

Caso a seleção iraniana oficialize sua saída do torneio, caberá à Fifa definir o substituto. O regulamento da competição, divulgado anteriormente, não estabelece critérios específicos para reposição de vagas, atribuindo à entidade a decisão “a seu exclusivo critério”.

O documento também prevê sanções financeiras: seleções que desistirem até 30 dias antes do início da Copa estão sujeitas a multa mínima de 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão), valor que pode dobrar em caso de retirada mais próxima da abertura do torneio. Além disso, a federação envolvida pode ser obrigada a ressarcir custos relacionados à organização e preparação do evento.



Fonte: ESPN

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