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Após Gilmar sugerir influência de alucinógeno em relatório, Alessandro diz que conduta do ministro está “no limite do ridículo”


Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmar nesta quinta-feira, 23, em entrevista ao Jornal da Fan, que o relatório final da CPI do Crime Organizado, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB/SE) seria “uma viagem” e poderia ter sido elaborado sob efeito de alucinógenos, o parlamentar reagiu em vídeo divulgado nas redes sociais.

Segundo Alessandro, o ministro tem recorrido a ataques pessoais como forma de desviar o foco das conclusões da comissão.

“Continua com seu roteiro, aparentemente descontrolado, de tentativa de ameaça, intimidação e também de ofensas, de ataques diretos à imagem. No meu caso, […] ele ataca diretamente tentando um processo, ele acionou a PGR para que eu seja processado por um suposto crime de abuso e autoridade, que ele sabe perfeitamente que não aconteceu”, disse o senador.

O relatório apresentado por Alessandro propôs o indiciamento de integrantes da própria Suprema Corte, incluindo o próprio Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em resposta, Gilmar acionou a PGR para investigar o senador.

Alessandro afirmou ainda que tem sido alvo de acusações graves e infundadas.

“Sugere que eu tenha recebido o dinheiro do crime organizado, sugere que eu tenha vinculação com milícias, sugere agora, numa entrevista recente, ele se deu o trabalho de dar uma entrevista numa rádio local aqui em Sergipe, que o relatório poderia ter sido feito sob efeito de alucinógenos. Essa conduta que está ali no limite do ridículo mostra o medo que esse tipo de gente tem de ser investigada, de ser questionada”, completou.

O senador também defendeu a continuidade dos questionamentos e disse que uma democracia exige a possibilidade de crítica e responsabilização de autoridades.

“Essa reação do ministro Gilmar e de outros caras poderosos em Brasília só prova o seguinte: a gente está no caminho certo, tem que continuar questionando, tem que continuar lutando para que o Brasil seja, de verdade, uma democracia, porque numa democracia todo mundo pode ser questionado, todo mundo pode ser criticado, aqueles que cometem excessos podem ser responsabilizados, mas se há respeito. Hoje não existe respeito, os intocáveis lá da Suprema Corte imaginam que podem tudo”, finalizou.



Fonte: Fan F1

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