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“Informação gera empatia, a empatia gera respeito”, diz pai atípico sobre luta pela conscientização do autismo


O empreendedor e ativista Bruno Sena foi o entrevistado do Jornal da Fan, da rádio Fan FM, nesta sexta-feira, 24. Durante a conversa, ele compartilhou os desafios e as superações de uma família atípica, em que a esposa e a filha são autistas. Na ocasião, ele também compartilhou como transformou a experiência pessoal em uma missão de levar informação sobre a causa, incluindo a criação de uma caminhada e salas de acolhimento.

Bruno explicou como chegaram ao diagnóstico da filha e, consequentemente, da esposa: “Com dois aninhos da Liz, a mãe percebeu algumas coisas diferentes ali, que ao meu ver eram coisas normais. Com dois aninhos, ela já sabia todas as cores em inglês, ela brincava enfileirando os brinquedos. […] A gente foi procurar saber o que poderia ser, e com essa investigação chegamos ao diagnóstico de autista. Começamos as terapias e aí a mãe começou a se encontrar um pouco naquilo: “pera aí, eu estou achando que eu tenho muitas dessas características, muito desse jeito de ser”.

O empresário destacou, também, que o choque inicial é comum, mas que escolheu lutar pela causa: “Quando você renega [o diagnóstico], você está atrasando o desenvolvimento daquele autista, daquela criança […] O choque é normal de primeira, mas o que tem que se fazer é levantar a cabeça e procurar o desenvolvimento terapêutico, que é o que salva vidas”.

Bruno falou que a partir do diagnóstico entendeu que precisaria de algo para repercutir a causa e gerar debates, a partir disso surgiu a ideia da caminhada para conscientização: “Quando a gente descobriu o diagnóstico, a gente sentiu que precisava fazer alguma coisa por essa comunidade, porque a gente precisa ser visto […] Em 2023, minha esposa teve uma ideia: “Bruno, vamos fazer uma caminhada”. Realizamos a primeira lá em 2023, e agora foi a quarta edição. Um sucesso muito maior do que a gente esperava”.

Além das caminhadas, Sena falou sobre a criação de salas multissensoriais: “Nós criamos também um projeto de Sala Multissensorial em eventos. É um espaço de regulação montado em containers, com vários elementos sensoriais, porque ali o autista ou o neurodivergente se regula para poder voltar e aproveitar o evento”.

Bruno encerrou sua participação reforçando o lema que carrega em sua trajetória: “A informação gera empatia, a empatia gera respeito. É por isso que a gente luta diariamente”, concluiu.



Fonte: Fan F1

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