Criado nas ruas como um código de segurança em meio à rotina de marginalização, o pajubá, recurso linguístico histórico adotado por travestis e mulheres trans no Brasil, tornou-se patrimônio de memória, resistência e ancestralidade.
Definido pela mistura entre o português e termos de matriz africana, o vocabulário Pajubá empresta elementos do iorubá incorporados pela comunidade T a partir da vivência em terreiros de Candomblé e Umbanda.
O próprio termo “pajubá”, inclusive, encontra sinônimo para a palavra “segredo” em dicionários iorubás. “Quando a gente está falando do bajubá, a gente está falando, então, de um certo tipo de linguagem codificada, uma língua de segurança”, definiu a pesquisadora Ava Cruz em entrevista ao site da USP.
Neste domingo (7), o pajubá ecoará na Avenida Paulista – o mais importante cartão-postal da maior cidade da América do Sul – com a Parada do Orgulho LGBT+, que há 30 anos transforma São Paulo em uma referência mundial em diversidade, inclusão e visibilidade.
Para celebrar a data, reunimos algumas expressões e seus significados que ganharão as ruas.
- Abalou / arrasou: elogio utilizado quando alguém faz algo muito bem feito ou é bem-sucedido.
- Adé: homem homossexual.
- Alibã / Alibam: polícia.
- Amapô: mulher.
- Aqüé / Acue: dinheiro.
- Aqüendar: pegar, entrar, não perder uma oportunidade.
- Babado: fofoca, novidade, um acontecimento de destaque.
- Cacura: homem homossexual acima dos 40 anos (e Cacurucaia para os acima de 60).
- Desaquendar: o oposto de aquendar; significa parar, desistir, deixar de lado ou ir embora.
- Equê / Eque: mentira.
- Gongar: falar mal, criticar ou zombar de alguém.
- Lacrar/lacrou: modo de dizer que você se destacou ou superou as expectativas em um ato.
- Mona: mulher ou homem homossexual afeminado.
- Ocó: expressão utilizada para se referir a um homem.
- Tombar / tombado: “Tombar” significa arrasar e impactar os outros; “tombado” é a condição de quem foi impactado por algo grandioso.
Fonte: CNN









