O mercado de leite tem se tornado cada vez mais atrativo para quem tem problema com a digestão desse alimento. O leite A2 não é tão popular quanto o leite sem lactose, mas já se tornou uma opção importante para quem quer obter seus nutrientes sem ter que sentir o desconforto gastrointestinal que muitas vezes a bebida causa.
O leite A2 se diferencia do leite A1 devido à presença da variante A2 da beta-caseína, uma proteína que não é digerida bem por algumas pessoas. Esse desconforto abdominal gerado pela variante A1 é causado pelo peptídeo beta-casomorfina-7 (BCM-7), considerado inflamatório para o corpo humano.
Entre as proteínas presentes no leite bovino, a beta-caseína A1 representa aproximadamente 30% das proteínas totais do leite bovino.
Entre os clientes que consomem o tipo A2, há percepções de:
- menor desconforto abdominal;
- menor incidência de distensão;
- menos gases;
- melhora na consistência intestinal;
- e melhor percepção geral da digestão.
O ponto que torna sua ingestão ainda mais importante se refere ao seu valor nutricional. De acordo com Luiza Zanatta, nutricionista e CEO da NutraLíder Consultoria Regulatória, que assessorou a ABRALEITE no processo de comprovação da alegação de saúde do leite A2, não há alterações na composição de vitaminas do leite, em seu sabor ou odor em relação ao leite tradicional.
“O leite A2 se diferencia do leite convencional pela composição de uma de suas proteínas, chamada beta-caseína. Enquanto o leite tradicional pode conter as proteínas A1 e A2, o leite A2 é produzido por vacas geneticamente selecionadas para produzir apenas a beta-caseína A2”, explica.
“Do ponto de vista nutricional, visual e sensorial, o leite A2 é muito semelhante ao leite convencional. Em geral, não há diferenças perceptíveis de sabor, cor, aroma ou aparência para o consumidor. A principal diferença está na composição proteica e na forma como essa proteína é digerida pelo organismo”, complementa.
Quando surgiu?
O mercado de leite A2 existe desde 2003, quando a empresa A2 Milk Company Limited passou a comercializar o produto na Nova Zelândia. Atualmente, é possível encontrar esse tipo de alimento no mercado nacional.
“Hoje, já é possível identificar o leite A2 nas prateleiras por meio das informações presentes na embalagem e, principalmente, pela certificação”, informa Flávia Fontes, CEO da FairFood.
“Esse ponto é fundamental, porque a certificação garante que aquele produto passou por um processo de verificação técnica e rastreabilidade em toda a cadeia, confirmando que o leite comercializado contém exclusivamente a proteína beta-caseína A2”, segue.
No caso do leite A2 certificado, existe um controle que envolve testes genéticos dos animais, segregação da produção, monitoramento do processamento industrial e auditorias independentes. “Isso traz mais segurança e transparência para o consumidor, especialmente em um mercado em crescimento e que exige cada vez mais comprovação das informações apresentadas nos rótulos”, complementa Flávia.
Vale ressaltar que a proteína A2 é a mesma encontrada no leite materno e no leite de todas as outras mamíferas como búfalas, cabras e ovelhas.
Fonte: CNN









