O filme “Toy Story 5” estreia nesta quarta-feira (17) nos cinemas, e os dubladores brasileiros dos novos personagens do filme concederam entrevista à CNN Brasil.
A atriz e apresentadora Maísa, que empresta a voz à personagem Lilypad, e o humorista Rafael Infante, responsável pelo personagem Rolinho, compartilharam detalhes sobre o processo de dublagem e suas impressões sobre a nova produção.
O desafio de encontrar a voz dos personagens
Rafael Infante descreveu o processo criativo como um exercício de imersão nas circunstâncias de cada personagem. “Tem uma coisa muito maneira do nosso trabalho, que é se colocar naquelas circunstâncias. Não é tudo um copy-paste do processo; tem coisas que a gente pode imaginar e chegam de uma outra forma”, afirmou. Ele também destacou o desafio específico da dublagem, que envolve trabalhar cena por cena, sem assistir ao filme completo previamente.
Maísa ressaltou outro aspecto do trabalho: a necessidade de se desprender da versão original em inglês para construir uma interpretação genuinamente brasileira. “A gente não tem que copiar o que eles estão fazendo, a gente tem que fazer o nosso e se atentar muito às expressões dos nossos personagens”, explicou. Ela acrescentou que ambos interpretam personagens tecnológicos e que o desafio era justamente não tornar as vozes robóticas, preservando humor e nuances.
Adaptações para o público brasileiro
Sobre a liberdade de adaptar falas ao contexto brasileiro, a apresentadora revelou ter aproveitado a oportunidade para inserir um meme popular em uma das falas de Lilypad. “Pude brincar com um meme bem viralizado que a galera conhece e o público de ‘Toy Story 5’ vai identificar na hora”, contou, ressalvando que ainda não havia assistido ao filme finalizado para confirmar se a referência permaneceu na versão final. Infante complementou que a musicalidade brasileira representa um desafio adicional, já que o ritmo do português difere significativamente do inglês americano.
Tecnologia na infância: reflexões dos dubladores
O filme aborda o tema do excesso de telas na infância, e os dubladores refletiram sobre as diferenças entre a infância que viveram e a das crianças de hoje. O humorista admitiu que, apesar de criticar o uso excessivo de tecnologia pela própria filha, ele próprio reproduz o mesmo comportamento. “Estamos todos inseridos nessa nova realidade. A tecnologia não é um vilão; acho que dá para existir um equilíbrio saudável”, ponderou. Ele também destacou a importância do tédio e do ócio para o desenvolvimento infantil, algo que o filme procura resgatar.
Maísa, por sua vez, apontou que, na sua infância, a tecnologia existia, mas era menos acessível. “Eu não levava no meu bolso o tempo inteiro. Tinha um momento de fazer aquela coisa, não era algo disponível 24 horas”, recordou. Ela também observou que uma diferença marcante é que hoje as crianças brincam assistindo outras crianças brincando em canais digitais, algo que não fazia parte da sua geração. Ao mesmo tempo, reconheceu que a tecnologia pode contribuir positivamente, citando o exemplo de uma prima de 8 ou 9 anos que demonstra criatividade e raciocínio lógico apurado.
Ranking dos filmes favoritos da franquia
Ao serem convidados a eleger seus filmes favoritos da franquia, os dubladores não hesitaram em posicionar “Toy Story 5” no topo. Infante destacou “Toy Story 3” e “Toy Story 1” como os mais marcantes anteriores ao novo filme. “O 1 foi a chegada, e o 3 foi toda a jornada e a história. Mas esse está muito bem casado com o momento e a discussão que propõe”, avaliou. Maísa apresentou seu ranking completo: “Toy Story 5” em primeiro, seguido por “Toy Story 3”, “Toy Story 1”, “Toy Story 4” e, por último, “Toy Story 2”.
Fonte: CNN









