Em um vídeo longo e com tom de desabafo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou ter sido alvo de ataques internos e disse ter vivido um momento de ruptura com aliados políticos e familiares após divergências recentes dentro do campo bolsonarista.
Logo no início, Michelle justificou o silêncio anterior e afirmou que decidiu falar após sucessivas tensões: “Não foi fácil chegar até aqui, tentei o silêncio, escolhi a paz, para não expor a minha família fiquei calada por muito tempo”. Ela disse ainda que chegou a um limite: “Mas tem um limite para o quanto uma pessoa consegue suportar ataques e mentiras”.
A principal tensão exposta no vídeo envolve uma ligação com o senador Flávio Bolsonaro. Michelle afirmou que a conversa foi marcada por tom duro e desentendimento político. Segundo ela, o episódio representou um ponto de virada: “Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone”.
A ex-primeira-dama também afirmou que esperava mais diálogo antes da exposição pública do conflito: “Peguei o telefone, procurei qualquer sinal de que ele tinha tentado falar comigo antes de falar para o Brasil, não tinha nada”.
No centro da crise está a discussão sobre alianças políticas no Ceará, especialmente a aproximação com o ex-governador Ciro Gomes. Michelle criticou a articulação e foi enfática ao rejeitar qualquer composição: “Ciro não terá meu apoio nunca”.
Ela também citou o impacto político da disputa local envolvendo nomes como o deputado André Fernandes e o senador Eduardo Girão, além de defender a candidatura de aliados no estado. Em outro momento, disse que o debate extrapolou a política e atingiu valores pessoais e familiares.
Ao longo do vídeo, Michelle reforçou que não busca confronto definitivo, mas manteve críticas à condução das articulações internas. Em tom mais reflexivo, afirmou: “Perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar o relacionamento”.
Ela também mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que segue alinhada à sua orientação política e às decisões tomadas anteriormente dentro do partido, mas que hoje prefere se manter em posição mais reservada.
Ao encerrar, Michelle afirmou que seguirá focada na família e no trabalho político com mulheres no PL Mulher, tentando reduzir a exposição da crise interna: “Aqui do meu lugar, eu sigo cuidando do meu marido, cuidando da minha filha e servindo ao meu país da forma como posso”.
Fonte: Fan F1









