Home / Últimas Notícias / A reação prudente de Emília e o discurso de Marcos Oliveira, que pode servir de proteção à corrupção

A reação prudente de Emília e o discurso de Marcos Oliveira, que pode servir de proteção à corrupção


Uma Emília Corrêa de olhar tenso, sem sorrisos e aparentando abatimento. Essa foi a imagem da prefeita de Aracaju em sua primeira entrevista após a apreensão de R$ 240 mil com um comissionado da Secretaria Municipal da Educação de sua gestão.

Apesar do abatimento, que pode ser efeito do forte estresse que uma crise dessas provoca, Emília Corrêa foi precisa em seu posicionamento, em suas falas e demonstrou controle emocional e segurança.

A prefeita transmitiu tranquilidade institucional e manteve a compostura diante do assunto espinhoso. Usou um discurso bem treinado para um momento de crise. Seus gestos apoiaram seu discurso.

A repetição do termo “investigação” e a ênfase na própria história sugerem a preocupação de Emília em blindar sua imagem pessoal e a da gestão. A promessa de novas medidas deixa claro que a prefeita não está disposta a “pagar”, caso necessário, “a conta” de qualquer aliado, por mais importante que ele seja.

No caminho inverso da prefeita vem o discurso do seu aliado, o deputado estadual Marcos Oliveira. E a estratégia utilizada foi a mesma que vários investigados por corrupção já utilizaram: criar a narrativa da perseguição política.

Marcos é advogado e, mesmo tendo passado pelo PL e hoje estando no Republicanos, é um homem de mente progressista. Alguns de seus discursos não escondem isso. Mais ainda, sua atuação na Alese, sempre voltada para questões de interesse público e nunca para pautas conservadoras, chancela essa constatação.

Apesar de progressista, seu discurso neste caso se assemelha ao da defesa de Valmir de Francisquinho e vai na mesma linha do que esquerda e direita já protagonizaram: atacar as instituições sempre que elas não agradam.

Marcos fez ainda ilações sobre o trabalho da imprensa. Normal e democrático. Aliás, em Itabaiana existe uma situação muito singular quanto ao trabalho da imprensa. Ele deve saber do que fala. Ponto negativo apenas para a generalização.

As emissoras que sempre o convidam e repercutem seu trabalho não mereciam a crítica. Até porque toda generalização é burra. O que dirá o deputado caso tenhamos a confirmação de um esquema de corrupção?

E mais: gostaria ele de ver seu nome enquadrado dentro do esquema mesmo que não houvesse provas contra ele?

Os discursos que pregam o combate à corrupção como fim único da política e, no extremo oposto, a teoria da perseguição em toda investigação de corrupção podem ser caminhos para o autoritarismo e para a dilapidação do patrimônio público.

Desdobramentos I
Após a ida da Polícia Civil à sede da Secretaria Municipal de Educação, uma nova revelação sobre a investigação que apura suposto caso de suborno na pasta veio à tona e a polícia está mirando na investigação dos contratos de compra de fardamentos e de kits escolares. A coluna Bastidores do Fan F1 teve acesso ao ofício assinado pelo delegado Dernival Eloi.

Desdobramentos II
A coluna Domingueira apurou que a denúncia anônima que levou a polícia até o funcionário comissionado da Secretaria Municipal da Educação de Aracaju e resultou na apreensão de R$ 240 mil teria partido do proprietário de uma das empresas envolvidas. Segundo as informações obtidas, ele teria decidido denunciar o suposto esquema por não enxergar outra alternativa diante das exigências que, supostamente, vinham sendo feitas por César.

Perseguição ou corrupção I
Essa já se tornou uma narrativa recorrente na história política brasileira: sempre que um grupo político ou uma liderança passa a ser alvo de questionamentos sobre sua conduta ética e, como desdobramento, enfrenta investigações ou operações policiais, é comum surgir imediatamente o discurso de perseguição. Essa estratégia frequentemente funciona como um escudo de defesa, mobilizando parte da sociedade a acreditar nessa versão dos fatos. Como consequência, cria-se um ambiente em que o combate à corrupção no Brasil acaba enfraquecido, dificultando que práticas ilícitas sejam enfrentadas com a veemência necessária.

Perseguição ou corrupção II
Não se trata de negar que, em determinados casos, possam existir ações motivadas por perseguição. O que a sociedade não pode admitir, porém, é abrir mão de instituições fortes e independentes no enfrentamento da corrupção — um mal que, infelizmente, ao longo do tempo se consolidou como um vício estrutural e uma cultura enraizada em diversos setores da sociedade brasileira.

CPI da Educação
Já há um movimento na Câmara de Vereadores de Aracaju puxado por parte da oposição e da base aliada, para propor a CPI da Educação, com o objetivo de investigar o suposto esquema de corrupção na pasta nesta gestão de Emília Corrêa.

Rogério e Inaldo X Samuel I
O senador Rogério Carvalho esteve no Forró Siri, em Nossa Senhora do Socorro, ao lado de Inaldo Silva, e gravou um vídeo fazendo críticas ao evento. Durante a manifestação, Rogério classificou a programação como uma “festinha”, enquanto Inaldo também publicou um vídeo comparando imagens do período em que comandava a prefeitura com o público registrado no primeiro dia da atual edição da festa.

Rogério e Inaldo X Samuel II
A repercussão foi grande. Rogério e Inaldo foram seguidos por vereadores de oposição. Samuel respondeu de forma dura. Disse que o senador atuou com interesses eleitoreiros, praticou fake news e de forma direta o chamou de mau-caráter.

Forró Siri dos artistas locais
A crítica de Rogério e Inaldo pode ser também considerada uma afronta aos artistas sergipanos. Porque a festa foi toda ela composta por artistas da terra, e se ela foi “fraquinha” como disse o senador, então nossos artistas é que são “fraquinhos” para levar público?

Fábio e Emília e o republicanismo
A agenda conjunta de Fábio Mitidieri e Emília Corrêa na entrega da creche mostrou que, apesar das divergências políticas, ainda há espaço para gestos institucionais. Em tempos de radicalização, a imagem fala tanto quanto o discurso. É um erro corrigido da prefeita que não foi a entrega do viaduto que teve como foco a homenagem a Maria do Carmo.

Valmir sem esconder o jogo
Ao chamar Priscila Felizola de “nossa futura vice”, Valmir de Francisquinho praticamente encerrou qualquer especulação sobre quem pretende indicar para a chapa de 2026. A fala foi feita no sábado passado em um almoço em Simão Dias.

O efeito da Justiça Eleitoral
A decisão que determinou retirar do ar, conteúdos que faziam a associação entre Valmir de Francisquinho e Eduardo Amorim ao episódio dos R$ 240 mil apreendidos tende a influenciar o tom da cobertura na imprensa. O mérito do caso continua em discussão, mas a comunicação da imprensa passa a ter limites, criando uma espécie de alerta.

Laércio observa
Enquanto boa parte da classe política acelera a pré-campanha, Laércio Oliveira mantém um comportamento mais discreto. A estratégia pode ser evitar desgaste prematuro e entrar na disputa no momento considerado oportuno. E quem bem sabe como aproveitar esse momento oportuno é ele.

Lagarto para “boi de piranha”
A proibição da Festa da Mandioca em Lagarto criou um farol na atuação do Tribunal de Contas de Sergipe. O órgão irá manter a prática com todas as prefeituras, ou Lagarto foi uma espécie de “boi de piranha”? Perguntar não ofende.

Fake News em Lagarto
A cidade onde mais se pratica fake news em Sergipe, chama-se Lagarto. É sem precedentes a atuação de comunicadores locais com informações falsas e narrativas influenciadas por políticos locais. Nenhuma outra cidade de Sergipe consegue superar os papa-jacas.

Gustinho prende Sérgio
Sérgio Reis começou sua gestão com uma ousada projeção de imagem estadual. Se aliou a Rogério Carvalho criando um fato político importante. Reuniu prefeitos da região para debater assuntos de interesse coletivo e obras estruturantes. Percebendo isso, seu opositor de forma inteligente, buscou estratégias para prender Sérgio nas questões menores da disputa Bole-bole x Saramandaia. Essa é uma leitura de quem vê a movimentação na cidade de fora.

Entregas I
O governador Fábio Mitidieri encerrou mais uma semana com uma série de entregas na capital e no interior sergipano. Ao lado de importantes lideranças políticas e secretários de Estado, o governador inaugurou duas Creches-escolas, em Lagarto e no bairro Bugio, em Aracaju, além de um posto policial em Salgado, a reforma da Praça e da Escadaria de Nossa Senhora da Conceição, em Riachuelo, uma Estação de Tratamento de Água em Malhador, a primeira ressonância magnética pública do interior sergipano, instalada no Hospital Regional de Itabaiana, e a reforma do Colégio Estadual Professor Acrísio Cruz, na capital, que não recebia uma intervenção estrutural de grande porte desde 1991.

Entregas II
Dentre as entregas da semana, a que mais chamou atenção ocorreu no Hospital Regional de Itabaiana. Na ocasião, o governador fez críticas à gestão do prefeito Valmir de Francisquinho, ao destacar que o município ainda não dispõe de uma UPA 24 horas. “Fico feliz de estar trazendo saúde, de estar trazendo qualidade de vida para as pessoas que aqui precisam e por aqui passam, porque a gente sabe a relevância que esse hospital tem para todo o agreste, já que Itabaiana é uma cidade que convive sem uma UPA desde sempre. E agora o Hospital Regional passa a ser ainda mais importante. Estamos aqui também com a obra de ampliação do hospital, com mais 30 leitos. Essa obra deve ser concluída nos próximos 90 dias e vai trazer ainda mais oportunidade de atendimento à população que passa por aqui”.

A semana de Valmir I
O pré-candidato começou a semana atacando a principal pauta da oposição. A concessão de água da Deso. Em sua rede social, Valmir mostrou a história de uma mulher que teve aumento no valor da conta e soltou a crítica de que “quem está pagando a conta é o povo”.

A semana de Valmir II
Em entrevista à Rádio Jornal, Valmir falou de obras estruturantes, como a duplicação da rodovia João Paulo II, que liga Lagarto a Itabaiana e rodovias do Sertão. Valmir também propôs regionalização do DER e a compra de uma usina de asfalto.

A semana de Valmir III
Valmir esteve ainda no Forró Caju, no Forró Siri ao lado dos vereadores que o apoiam e na procissão de São João Batista, em Areia Branca. Em todas elas a estratégia é sempre a mesma: fortalecer a imagem de homem do povo e do apelo popular por seu nome.



Fonte: Fan F1

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *