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Descarbonização mineral é pilar do negócio, diz CEO da Itaminas



A Itaminas quer transformar o que a mineração tradicionalmente trata como passivo — questões ambientais e sociais — em ativo financeiro.

A afirmação é do CEO da mineradora, Thiago Toscano, e aconteceu durante o CNN Talks: Nova Era da Mineração, realizado nesta terça-feira (30), em São Paulo. O evento reúne autoridades, especialistas e lideranças do setor.

Na visão de Toscano, a descarbonização mineral abre portas financeiras às companhias do setor.

“Investidores institucionais — como o Banco Mundial e o FMI (Fundo Monetário Internacional) — e bancos de desenvolvimento regional têm taxas mais baixas e prazos mais longos para quem implementa a descarbonização no negócio”, disse.

“A gente enxerga muito valor não só o processo de descarbonização em si, como na eletrificação de frota elétrica, mas no próprio minério de ferro. Ele é uma das bases da indústria siderúrgica para começar esse processo”, adicionou.

Condições financeiras atrativas como essas se tornam especialmente cruciais em meio ao cenário global. A guerra no Oriente médio e a subsequente alta dos combustíveis e dos fretes globais incutem uma instabilidade do preço do minério de ferro.

Por isso, somado à descarbonização, a Itaminas aposta no controle de custos como pilar de produtividade.

Da automação de pessoal à movimentação mais eficaz de minérios, reduzir despesas não é exceção, mas rotina permanente na operação da mineradora: “Custo é igual unha, tem que cortar porque cresce o tempo inteiro”, diz Toscano.

O CNN Talks: Nova Era da Mineração reúne autoridades, empresários, especialistas e representantes do setor mineral para discutir os caminhos da mineração brasileira em uma nova fase de disputa global por minerais críticos, transição energética e segurança das cadeias de suprimento.

O encontro ocorre em um momento em que o Brasil tenta transformar sua vantagem geológica em protagonismo econômico, industrial e diplomático, com debates sobre financiamento, licenciamento ambiental, inovação, sustentabilidade, rastreabilidade, agregação de valor e maior participação do país nas etapas mais nobres da cadeia mineral.

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Fonte: Em Sergipe

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