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A incrível história do maior navio do mundo que foi destruído por mísseis e voltou a navegar


Poucos navios pareceram tão exagerados quanto o Seawise Giant. Com mais de 458 metros de comprimento, ele atravessou oceanos carregando petróleo até ser atingido em plena guerra. O que parecia ser o fim definitivo daquele colosso se transformou em uma das recuperações mais surpreendentes da história marítima.

Por que o Seawise Giant era considerado um navio fora de escala?

O superpetroleiro media 458,45 metros de comprimento e quase 69 metros de largura. Se fosse colocado na vertical, ultrapassaria a altura do Empire State Building até o teto e seria maior que quatro campos de futebol alinhados. Seu casco possuía dimensões tão extremas que poucos portos conseguiam recebê-lo com segurança.

Quando estava completamente carregado, o calado chegava perto de 25 metros, impedindo a passagem pelos canais de Suez e do Panamá. A capacidade superava 560 mil toneladas de porte bruto, enquanto seus 46 tanques podiam transportar milhões de barris de petróleo em uma única viagem.

Como o Seawise Giant foi destruído durante a guerra?

Em 14 de maio de 1988, durante a Guerra Irã-Iraque, o navio estava próximo à ilha iraniana de Larak quando foi atacado por aeronaves iraquianas. Mísseis atingiram a embarcação, provocando grandes incêndios no convés e no petróleo que vazou para a água, deixando a estrutura severamente danificada.

  • Casco atingido durante um ataque aéreo
  • Incêndios espalhados pelo convés do petroleiro
  • Petróleo queimando ao redor da embarcação
  • Equipamentos e sistemas internos destruídos
  • Navio declarado como perda total pelas seguradoras
  • Estrutura abandonada após o fim do incêndio

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Para complementar o tema, o canal oocl apresenta o vídeo “Anchor of the Seawise Giant”. Produzido com reconhecimento ao Hong Kong Maritime Museum, o material percorre a trajetória do maior navio de carga já construído e mostra como sua enorme âncora foi preservada depois do desmonte:

O maior navio realmente afundou no fundo do mar?

Muitos relatos dizem que o petroleiro afundou completamente após o ataque, mas essa versão simplifica o que ocorreu. O Seawise Giant ficou queimado, parcialmente inundado e impossibilitado de navegar, porém registros e imagens indicam que seu casco permaneceu flutuando depois que o fogo foi controlado.

Ele foi considerado uma perda total porque o custo do reparo parecia superior ao valor comercial da embarcação naquele momento. A guerra estava próxima do fim, e o gigante permaneceu inutilizado até que investidores enxergaram uma oportunidade onde quase todos viam apenas uma enorme carcaça de aço.

O que os números do Seawise Giant revelam?

O tamanho ajuda a explicar por que tanto a operação quanto a recuperação foram tão complexas. Segundo o Hong Kong Maritime Museum, o navio tinha mais de 458 metros e permaneceu em serviço por aproximadamente 35 anos, considerando suas diferentes fases e nomes.

Característica Número registrado O que representava
Comprimento 458,45 metros Navio autopropulsado mais longo já construído
Largura 68,6 metros Convés de proporções gigantescas
Porte bruto 564.763 toneladas Capacidade máxima de carga
Ataque 14 de maio de 1988 Destruição durante a Guerra Irã-Iraque
Retorno ao serviço 1991 Conclusão da reconstrução
Peso da âncora preservada 36 toneladas Uma das últimas peças restantes do gigante

Até a âncora revela a escala incomum da embarcação. A peça preservada pesa 36 toneladas, possui haste de sete metros e mede 4,45 metros entre as extremidades, tornando-se um dos poucos vestígios físicos de um navio que já pareceu grande demais até para o oceano.

Como o navio destruído conseguiu voltar a navegar?

Depois da guerra, investidores noruegueses compraram a embarcação danificada e organizaram seu transporte até um estaleiro em Singapura. O casco foi reparado, sistemas inteiros foram substituídos e as áreas destruídas pelo ataque passaram por uma reconstrução que devolveu ao superpetroleiro condições de navegar.

Em 1991, ele retornou ao serviço com o nome Happy Giant e, pouco depois, foi rebatizado como Jahre Viking. A reconstrução provou que a estrutura principal havia resistido ao ataque, apesar de os danos terem sido grandes o bastante para que o navio fosse anteriormente considerado perdido.

Com 36 toneladas, a âncora preservada é um dos últimos vestígios físicos que comprovam o tamanho exagerado do navio
Com 36 toneladas, a âncora preservada é um dos últimos vestígios físicos que comprovam o tamanho exagerado do navio

Por que o Seawise Giant acabou desmontado anos depois?

O gigante continuou navegando até 2004, quando foi convertido em uma unidade flutuante de armazenamento de petróleo e recebeu o nome Knock Nevis. Nessa fase, permaneceu ancorado no campo petrolífero de Al Shaheen, no Catar, porque seu tamanho e seu custo operacional limitavam cada vez mais seu uso em viagens comerciais.

Em 2009, o antigo petroleiro realizou sua última viagem até Alang, na Índia, onde foi desmontado ao longo de 2010. Depois de sobreviver a mísseis, incêndios e uma reconstrução quase completa, o maior navio mercante de sua época desapareceu, deixando como principal lembrança uma âncora colossal preservada em Hong Kong.





Fonte: O Antagonista

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