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Túnel de 14 quilômetros sob a Cordilheira dos Andes para ligar Argentina e Chile


Viajar entre montanhas que superam 4.000 metros de altitude exige enfrentar curvas, frio e períodos de fechamento. O Túnel de Agua Negra foi planejado para criar uma ligação rodoviária sob a Cordilheira dos Andes, entre Argentina e Chile. O projeto prevê 2 tubos com cerca de 13,9 quilômetros cada, mas a escavação ainda não foi concluída.

Onde o Túnel de Agua Negra seria construído?

O túnel ligaria a província argentina de San Juan à região chilena de Coquimbo. O traçado ficaria próximo ao Paso Internacional de Agua Negra, uma rota de alta montanha usada por viajantes e pelo transporte regional.

A estrada atual alcança quase 4.800 metros em seu ponto mais alto. Neve, gelo e condições do piso impedem que o caminho funcione de maneira regular durante todos os meses.

Em 2026, o painel oficial argentino do Paso de Agua Negra continuava publicando aberturas e fechamentos sazonais da rota existente.

14 km de túnel sob os Andes ligarão dois países permanentemente

Como seria a estrutura de quase 14 quilômetros?

A estrutura teria 2 túneis semiparalelos, com o tráfego separado por sentido. Passagens menores entre os tubos permitiriam evacuação e acesso de emergência em caso de acidente.

As informações técnicas da Entidade Binacional Túnel de Agua Negra e o Ministério de Obras Públicas do Chile apresentam os elementos centrais:

1


Dois tubos de 13,9 quilômetros
Cada passagem receberia o trânsito em um sentido da fronteira.

2


Portal chileno a 3.620 metros
A entrada ficaria abaixo dos pontos mais altos da estrada existente.

3


Portal argentino a 4.085 metros
O traçado atravessaria a montanha em direção à província de San Juan.

4


72% no território argentino
Os outros 28% do percurso ficariam no lado chileno.

O que precisa acontecer antes do início das escavações?

O projeto precisa de atualização técnica, financiamento, licenciamento e uma nova definição conjunta dos governos. Ter um desenho de engenharia não significa que a obra já esteja sendo executada.

As principais etapas são:

  • Revisar os estudos: geologia, ventilação, segurança e custos precisam refletir as condições atuais.
  • Definir os recursos: Argentina e Chile precisam acertar como financiarão suas partes.
  • Atualizar as licenças: a obra deve cumprir as exigências ambientais dos 2 países.
  • Preparar os acessos: as estradas até os portais precisam suportar veículos e máquinas.
  • Contratar a construção: uma licitação deve escolher as empresas responsáveis.
Túnel de 14 quilômetros sob a Cordilheira dos Andes para ligar Argentina e Chile
Túnel de 14 quilômetros sob a Cordilheira dos Andes para ligar Argentina e Chile

Qual é a diferença entre o passo atual e o túnel planejado?

O passo atual cruza a montanha por uma estrada elevada e sujeita ao clima. O túnel reduziria parte da subida e criaria uma rota protegida sob a rocha.

Em 2025, o Governo da Argentina tratou o túnel como projeto e informou que a temporada de 2024 a 2025 havia superado 100 mil travessias pelo caminho atual:

Em uso


Estrada de alta montanha
A rota existente recebe viajantes quando o clima permite a abertura.

Sazonal


Operação atual
Neve e condições da pista podem interromper a circulação.

Proposto


Túnel binacional
A construção ainda depende de decisões técnicas e financeiras.

Esperado


Ligação mais regular
O projeto busca reduzir a dependência das condições no alto da cordilheira.

Leia também: Rio artificial com mais de 145 km construído para levar água a uma das áreas mais secas da região deixa cientistas e engenheiros incrédulos

Por que o túnel é considerado estratégico para os 2 países?

O túnel é considerado estratégico porque poderia facilitar o transporte entre San Juan e Coquimbo. A ligação também faria parte de uma rota maior entre áreas produtoras e portos do Pacífico.

A obra não eliminaria todos os desafios dos Andes. Estradas de acesso, controles de fronteira e manutenção continuariam necessários.

O projeto encurta a barreira no papel. A construção ainda precisa sair dele.





Fonte: O Antagonista

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