A equipe jurídica da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta segunda-feira (20), que acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que seja instaurada uma investigação contra perfis recém-criados nas redes sociais, com cerca de 40 seguidores, que contrataram anúncios de até R$ 200 mil para impulsionar conteúdos contra o pré-candidato do partido à Presidência.
A declaração foi feita pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da pré-campanha e autora da representação protocolada na Justiça Eleitoral, após reunião com o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, na tarde desta segunda.
Segundo a advogada, o esquema começou a ser identificado em fevereiro, quando a pré-campanha monitorava anúncios patrocinados na plataforma Meta.
“Perfis recém-criados, com 30, 40 seguidores, estavam fazendo contratações de R$ 200 mil. Muito atípico. Isso nos levantou um sinal de alerta”, afirmou.
De acordo com Bucchianeri, a campanha realizou uma investigação com base em informações públicas e concluiu que haveria uma atuação coordenada de perfis falsos. A representação pede que o TSE determine medidas para identificar os responsáveis e os financiadores da estrutura.
Segundo ela, os perfis utilizariam CPFs falsos para abrir contas, contratar anúncios e, em seguida, apagar os perfis após o impulsionamento. Os pagamentos, ainda de acordo com a defesa, teriam sido realizados em reais, dólares e pesos colombianos.
Os advogados do PL (Partido Liberal) localizaram cerca de 20 mil perfis com características semelhantes.
O coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a representação ao TSE busca a abertura de uma investigação para identificar quem financia os perfis.
“Nós não conseguimos certificar a totalidade do universo dessa fraude que está sendo montada contra a direita no Brasil, dada a quantidade muito grande e até uma certa rapidez com que eles se movimentam dentro das redes sociais. Por isso viemos pedir um auxílio à Justiça Eleitoral para que a investigação aconteça”, disse.
Fonte: CNN









