O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil. A manifestação ocorreu após o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmar que os equipamentos usados nas eleições brasileiras seriam de origem da empresa citada.
A declaração do parlamentar foi feita durante o evento Debating Brazil, realizado na última segunda-feira, 20.
“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa [da Venezuela, a Smartmatic]”, disse.
Durante seu discurso, Flávio citou um documento da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, que faz uma análise sobre denúncias fraudes nas eleições venezuelanas, citando a empresa Smartmatic.
O relatório da CIA, porém, não concluiu que houve fraude na Venezuela entre 2004 e 2020.
O que diz o TSE
O TSE destacou um comunicado de 2020 que o Tribunal usou para desmentir fake news sobre a empresa venezuelana Smartmatic que circulavam na internet desde 2017
“Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos”, diz o comunicado.
O TSE afirmou ainda que as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral. Além disso, elas são produzidas sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, “o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral”.
O Tribunal acrescenta que a empresa venezuelana Smartmatic celebrou contratos com o TSE somente para “prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica”.
“Além disso, a empresa participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo”, conclui comunicado do TSE.
Assessoria de Flávio rebate
Em nota oficial divulgada pela coordenação da campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro negou que ele tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil.
“Em sua fala, o pré-candidato se limitou a relatar dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa: 1) o fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro (uma notória reunião com embaixadores); 2) um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas”, afirmou a coordenação.
Fonte: Fan F1









