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Internacionalização da UFS avança e amplia oportunidades para estudantes e pesquisadores



A internacionalização da Universidade Federal de Sergipe (UFS) ganhou força nos últimos anos. Entre 2024 e 2026, a instituição firmou 56 novos convênios, ampliou sua rede de parcerias para 26 países e abriu novas oportunidades de intercâmbio, pesquisa e cooperação acadêmica para estudantes, docentes e pesquisadores.

O avanço é resultado de um trabalho da Coordenação de Relações Internacionais (CORI), vinculada à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (POSGRAP), que ampliou o diálogo com docentes interessados em construir projetos com instituições estrangeiras. Além de universidades, a UFS passou a firmar acordos com institutos de pesquisa e empresas, fortalecendo iniciativas de mobilidade acadêmica, pesquisas conjuntas, dupla titulação e cotutela.

Segundo a coordenadora em exercício da CORI, Lorena Santana, um dos principais fatores para esse crescimento foi tornar o trabalho da coordenação mais conhecido dentro da Universidade.

“Muitos docentes não conheciam a CORI. Fizemos esse trabalho de aproximação e divulgação, a partir disso, aumentou o interesse em criar parcerias para pesquisa, mobilidade, cotutela e dupla titulação. Esse movimento refletiu diretamente no crescimento dos convênios e das oportunidades de internacionalização”, destacou.

Além da graduação, a expansão também alcançou a pós-graduação. A UFS passou a participar de novos programas voltados à mobilidade internacional de mestrandos e doutorandos, além de ampliar a oferta de disciplinas virtuais com instituições estrangeiras.

Para o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, Eduesley Santana, a internacionalização fortalece a qualidade da formação acadêmica e amplia a presença da UFS no cenário científico internacional.

“Para atingir os conceitos de excelência, os programas de pós-graduação precisam mostrar que têm uma internacionalização forte. E eu acho que a gente pode pensar para além da pós-graduação, especialmente quando recebemos alunos de fora e estamos apresentando a UFS para eles. Assim como quando nossos alunos vão para o exterior, levando a Universidade consigo, criando conexões com centros de excelência e retornando com novas experiências que fortalecem o ensino e a pesquisa”, afirmou.

A internacionalização também transforma a rotina de quem escolhe a UFS para estudar. Natural de Angola, o discente de Relações Internacionais, João Pedro de Oliveira, chegou à Universidade pelo Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). Hoje, preside a Associação de Estudantes Estrangeiros da UFS (AEEUFS), criada para apoiar alunos internacionais durante a adaptação à vida acadêmica.

“A importância do intercâmbio é justamente sair da nossa bolha, conhecer novas pessoas e outras culturas, é uma experiência muito enriquecedora. E a Associação (AEEUFS) é uma organização que serve como base para dar aquele acolhimento humanizado”, destacou.

A discente de Enfermagem, Akimy Umbelina, veio de São Tomé e Príncipe, na África Central, e conta que a recepção que encontrou na UFS foi decisiva para permanecer no curso.

“Quando cheguei, senti medo e pensei que não conseguiria. Mas recebi muito apoio. Muitas pessoas não sabem, mas a UFS oferece residência universitária para quem vem de outros países, e eu consegui uma vaga logo nos primeiros dias aqui, o que facilitou bastante minha adaptação”, ressaltou.

Ela destaca que a experiência vai além da sala de aula: “estou conhecendo a cultura sergipana e também compartilhando a minha. Essa troca é muito importante”.

A diversidade de nacionalidades também se reflete nos estudantes que chegam ao Brasil para aprender português antes do ingresso na graduação. É o caso de Syeda Lichi, de Bangladesh, que participa do Programa de Estudantes-Convênio de Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE) e tem aprendido a se comunicar em português, desde janeiro deste ano.

“É uma oportunidade muito grande estar fazendo esse intercâmbio. Muitas pessoas do meu país nem sabem que podem estudar no Brasil e estou muito feliz por estar aqui”, contou.

Já o estudante sul-coreano, Ju-Young, acredita que a experiência ajuda a aproximar culturas que ainda têm pouco contato.

“A América Latina e a Ásia não têm muito contato, especialmente aqui em Sergipe, e a maioria dos sul-coreanos conhecem apenas as cidades de São Paulo ou Rio de Janeiro. Essa conexão é importante e acho que a grande vantagem é que eu posso estudar de graça”, destacou.

Além de ampliar a rede de cooperação internacional, a UFS também se prepara para dar novos passos nessa área. Atualmente, a CORI mantém negociações para firmar 28 novos acordos com instituições de diferentes países.

Outro reforço será a participação da Universidade no programa CAPES-Global.Edu, que ampliará as oportunidades de mobilidade, capacitação e cooperação internacional para programas de pós-graduação. Segundo Eduesley Santana, duas missões internacionais já estão previstas para o segundo semestre, com visitas ao Reino Unido e ao Canadá.

“A expectativa é ampliar ainda mais nossas parcerias e voltar dessas missões com novos acordos e oportunidades para a Universidade”, concluiu o pró-reitor.

Mais do que ampliar números, a internacionalização fortalece a produção científica, aproxima culturas e cria novas oportunidades para que estudantes, docentes e pesquisadores da UFS construam experiências acadêmicas em diferentes partes do mundo.



Fonte: Em Sergipe

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