A federação Psol-Rede Sustentabilidade aprovou nesta quarta-feira, 5, em convenção nacional, o posicionamento da sigla para a eleição presidencial de 2026. Os partidos confirmaram o apoio à chapa formada pelo presidente Lula (PT) e o vice Geraldo Alckmin e participação na coligação eleitoral deles. A decisão foi unânime.
A convenção também manifestou repúdio a “ingerência externa dos Estados Unidos e outros países no processo eleitoral brasileiro e a necessidade de uma resposta firme do nosso governo”.
Para os partidos, essa ingerência tem se manifestado de forma clara em questionamento ao sistema eleitoral brasileiro, no “tarifaço” imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em “articulação com a família Bolsonaro”, e na “tentativa de acessar os recursos naturais do Brasil, em particular os minerais críticos”.
O presidente da federação, Juliano Medeiros, afirma que a aprovação do apoio à reeleição de Lula reafirma a “convicção de que a unidade das forças democráticas e populares é o único caminho para derrotar o extremismo e proteger a nossa soberania“. “Não aceitaremos que ingerências estrangeiras ou alianças espúrias com a extrema direita ameacem a nossa democracia, o nosso patrimônio natural e os direitos do povo brasileiro”, acrescentou.
A federação considera ainda que o pleito deste ano será uma “batalha dura”, mas buscará vencer no primeiro turno “como forma de mostrar ao mundo a resposta do povo brasileiro ao avanço da extrema direita”.
Psol e Rede vão apresentar a Lula contribuições ao programa de governo para um eventual quarto mandato. Elas devem perpassar temas como defesa de direitos, soberania e enfrentamento à emergência climática.
“Além disso, envidaremos esforços para eleger uma grande bancada de deputadas, deputados, senadoras e senadores alinhados com esse programa. Eleger Lula e derrotar a extrema direita é nossa principal tarefa, mas ela só pode ser completada diminuindo a força daqueles e daquelas que, no Congresso Nacional, têm impedido os avanços que o Brasil precisa”, prossegue a nota da federação.
“Estamos mais uma vez com Lula para manter o Brasil no rumo da mudança, deixando para trás os retrocessos dos anos de Temer e Bolsonaro”, conclui.
Lula deve enfrentar nas urnas este ano ao menos o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o presidente da Missão, Renan Santos.
Fonte: O Antagonista









