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Homem deixa carro de R$ 78 mil para venda em consignação e descobre que loja entregou o veículo ao comprador sem repassar nenhum valor


🚘 Quem fica com o carro quando o dinheiro desaparece?

Murilo autorizou a venda por R$ 78 mil, mas encontrou o carro com outro condutor e a loja fechada. O pagamento do comprador e o documento ainda em seu nome criaram uma disputa arriscada. ⬇️

O carro vendido em consignação foi entregue a quem pagou R$ 78 mil à loja, mas Murilo não recebeu nada. Com o estabelecimento fechado e o veículo ainda em seu nome, a disputa envolve o contrato, a boa-fé do comprador, a circulação e possíveis multas futuras.

A loja tinha obrigação de repassar os R$ 78 mil após a venda?

Sim, se o contrato autorizava a revenda pelo preço ajustado. Após entregar o carro, a loja não poderia devolvê-lo nem adiar o repasse sem base contratual.

A promessa de pagamento em cinco dias reforça a dívida. O fechamento não extingue a obrigação nem impede cobrança de correção, juros e prejuízos comprovados.

Homem deixa carro de R$ 78 mil para venda em consignação e descobre que loja entregou o veículo ao comprador sem repassar nenhum valor
Homem deixa carro de R$ 78 mil para venda em consignação e descobre que loja entregou o veículo ao comprador sem repassar nenhum valor

O que o contrato de consignação determina nesse caso?

O contrato estimatório permite vender o bem e pagar ao consignante o preço combinado, ou devolvê-lo no prazo. Após a entrega ao terceiro, a restituição se torna inviável.

Os artigos 534 e 535 do Código Civil indicam que o consignatário deve pagar o preço e não se libera quando a devolução integral se torna impossível.

Quais provas demonstram que o carro foi vendido e pago?

O contrato de consignação mostra a autorização e o preço. Os comprovantes do comprador demonstram que a loja recebeu os R$ 78 mil e entregou o automóvel.

Mensagens, anúncio e documentos de retirada fixam datas e responsáveis. A consulta no Detran confirma que Murilo ainda aparece no cadastro.

A sequência precisa ligar a entrega ao valor recebido pela empresa.


Documento
O que demonstra
Ponto decisivo

Contrato de consignação

Autorização para vender

Preço de R$ 78 mil

Comprovante do comprador

Pagamento à loja

Data e beneficiário

Mensagens do proprietário

Promessa de repasse

Reconhecimento da dívida

Consulta do Detran

Cadastro em nome de Murilo

Risco de multas e ocorrências

Murilo pode recuperar o carro diretamente do comprador?

Não necessariamente. O comprador afirma ter pago a uma loja autorizada, o que pode sustentar sua boa-fé e tornar inadequada a retirada sem decisão ou acordo.

A posição de cada um depende da autorização, da ATPV-e e do conhecimento sobre o não repasse. A consignação normalmente atribui à loja o acerto do preço com o proprietário.

O destino do carro exige analisar os dois contratos.


Situação apurada
Possível consequência

Venda autorizada e pagamento comprovado

Cobrança principal pode recair sobre a loja

Venda fora dos poderes concedidos

Negócio com o comprador pode ser discutido

Comprador sem documentação regular

Transferência pode permanecer impedida

Loja insolvente ou encerrada

Pode exigir busca de bens e responsáveis

O que Murilo deve fazer enquanto o novo condutor circula?

Murilo deve registrar a ocorrência, notificar comprador e loja e consultar o Detran. O procedimento depende dos documentos assinados.

Também pode avaliar medida urgente para impedir transferências e preservar o veículo, sem acusar o comprador sem prova. A cobrança pode incluir o preço e danos demonstrados.

Algumas providências reduzem o risco da disputa.

  • Guardar contrato, anúncio, conversas e promessa dos cinco dias.
  • Obter os comprovantes apresentados pelo comprador.
  • Consultar multas, comunicação de venda, restrições e situação da ATPV-e.
  • Registrar despesas e prejuízos posteriores à entrega.
  • Buscar dados da empresa, dos sócios e de bens penhoráveis.

Leia também: Depois de fechar 343 das 587 lojas, desativar três centros de distribuição e acumular R$ 1,1 bilhão de passivo

Por que continuar no documento pode ampliar o prejuízo?

Sem comunicação ou transferência regular, infrações posteriores podem atingir Murilo no cadastro. Acidentes e cobranças também exigirão prova da data em que perdeu a posse.

O ponto decisivo será reconstruir a operação antes que os registros desapareçam. Se a loja recebeu R$ 78 mil, entregou o carro e fechou sem repassar, o veículo ausente pode se transformar em dívida imediatamente exigível.





Fonte: O Antagonista

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